segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Levem nosso agronegócio, mas levem nossas ONGs e índios também

Na folha, aqui.
Moçambique oferece área de três Sergipes à soja brasileira 
O governo de Moçambique está oferecendo uma área de 6 milhões de hectares --equivalente a três Sergipes para que agricultores brasileiros plantem soja, algodão e milho no norte do país, informa reportagem de Patrícia Campos Mello, na edição deste domingo da Folha. 
A primeira leva de 40 agricultores parte de Mato Grosso rumo a Moçambique no mês que vem. As terras são oferecidas em regime de concessão --os brasileiros podem usá-las por 50 anos, renováveis por outros 50, mediante um imposto módico de 37,50 meticais (R$ 21) por hectare, por ano.
O governo busca agricultores brasileiros por causa da experiência no cerrado, que tem características climáticas e de solo muito semelhantes à área oferecida. 
O que penso a respeito disso
Achei uma boa notícia, mas poderia ser melhor.
Ao invés de exportarmos (ainda pagamos o aluguel) somente a parte do Brasil que funciona - o agronegócio - podemos negociar direito com os moçambicanos, cobrando deles alguma coisa.
Podemos aproveitar e exportar no mesmo pacote o Ministério do Meio Ambiente, o Código Florestal, os nossos índios, quilombolas, nossas ONGs ambientalistas, nossos ecochatos e biodesagradáveis, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) e todo o pessoal de meio ambiente dos Ministérios Públicos. Ah, e de brinde, como sugeriu o colega blogueiro Coturno Noturno, podem levar a Marina Silva também.
Moçambique ficaria em uma miséria pior que está hoje, e três Sergipes seriam pouco pra sanha dessa gente, mas sem esse povo, em 5 anos seríamos um dos países mais ricos e desenvolvidos do mundo.

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