quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A República da Turba

Ontem passei quase o dia todo viajando, então fiquei por fora das noticias. Lembram que os desocupados do MST invadiram a sede do Ministério da Fazenda? Nesse post me espantei que nada havia sido feito. Eu estava errado. Algo foi feito. Dois ministros, Gilberto Carvalho (da Secretaria-Geral da Presidência) e Gleisi Hoffman (da Casa Civil) receberam os líderes do MST. A contrapartida? Que o MST desocupasse o Ministério da Fazenda e permitisse a entrada dos funcionários.
É isso mesmo? Sim, é.
Isso é uma dupla afronta com a população que se leva a sério. Dois ministros da república atendem as lideranças de um grupo que sequer têm existência jurídica e que havia acabado de invadir a sede de um ministério? 
De duas uma: ou os ministros cedem à chantagens de qualquer bandido ou são coniventes (ou mesmo apóiam) as ações ilegais de um grupo inexistente legalmente. Ambos deveriam ser chamados a se explicar.
Só pra lembrar: o Art. 288 do Código Penal diz que quando "mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes" isso é formação de quadrilha. E quando reúnem-se 4 mil? Vale também? Ou quadrilhas precisam ter CNPJ, e por isso o MST não conta? 
Se com 4 mil componentes numa quadrilha consegue-se uma audiência com dois ministros, quantos serão necessários para uma audiência com a presidente? 
Retorno à minha sugestão do post anterior: vamos juntar todo mundo que tem leasing ou CDC de carros e invadir uns ministérios pedindo pra renegociar nossas dívidas. Com certeza há mais de 4 mil nessa situação. Ah, e podemos aprender com o MST, juntar mais um monte de gente que não têm carro (a maioria da massa de manobra do MST nunca pegou numa enxada), mas de graça aceita até injeção na testa, e aí conseguimos juntar todo o gabinete do governo. 
E declaramos a República da Turba.

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