terça-feira, 16 de agosto de 2011

Tartaruga morre: alteração climática é suspeita. Chamem o IPCC!!

Do G1:
Alteração climática pode ter causado morte de tartaruga-marinha na BA
Bióloga do Tamar diz que tempo de morte de animal prejudicou diagnóstico.Tartaruga é da espécie tartaruga-pente e está ameaçada de extinção.  
De acordo com a bióloga no projeto Tamar, Kelly Carneiro, não foi possível realizar um diagnóstico preciso sobre a causa da morte da tartaruga marinha encontrada morta da praia do ‘Buracão’, no Rio Vermelho, em Salvador, no fim da tarde de sexta-feira (12). Ela informa que o animal era da espécie tartaruga-pente, uma das cinco que habitam o litoral brasileiro, e tinha cerca de 50 cm de comprimento de casca.
“O animal já se apresentava morto, por isso, não conseguimos saber, o que acontece normalmente com as tartarugas que a gente encontra. Elas morrem na água e vem bater depois de algum tempo na praia”, relata.
 A principal hipótese levantada pela bióloga é a alteração da temperatura. “No período de inverno acontece bastante porque há alteração na maré, no clima. Elas procuram áreas mais quentes para desova, reprodução e alimentação”, relata. 
A tartaruga foi reconhecida na praia por funcionários de uma empresa localizada ao local. Eles viram o animal na areia e foram tentar ajudar, mas ao chegar no local perceberam que ela estava morta. O Projeto Tamar (Tartarugas Marinhas) retirou o animal da praia. 

Comento
[A morte de tartarugas]   "acontece bastante porque há alteração na maré, no clima." Alteração no clima é demais. Acho que o repórter deve ter entendido mal o que a bióloga falou. Darei a ela esse voto de confiança.
O que me fez colocar essa notícia aqui foi o enfoque dado no título da matéria. Na minha compreensão, a bióloga aparentemente se referiu à mudança de temperatura que ocorre naturalmente todo ano, com a mudança das estações. Algo que acontece desde que o eixo da Terra é inclinado em relação ao plano orbital. 
De duas uma: ou o repórter achou que a matéria não era tão interessante sem uma pitada de aquecimento global; ou não entendeu o que a bióloga explicou. Esse tipo de (má) prática jornalística auxilia a difundir mistificações e pseudo-ciência para o público leigo, que já vê os ares da catástrofe iminente.

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