terça-feira, 29 de novembro de 2011

Recomendação de artigo

Esse artigo de Lem Rockwell já saiu há algum tempo, mas só fui lê-lo hoje. Fica a recomendação para quem se interessa em conhecer mais sobre as relações entre marxistas e ambientalistas. Alguns trechos:
"Em todo o mundo, os marxistas estão se juntando ao movimento ambientalista. Algo que não é nada surpreendente, diga-se de passagem: o ambientalismo também é uma utopia coerciva - uma tão impossível de ser atingida quanto o socialismo e tão destrutiva quanto, em seu processo de implementação."
"Se essas pessoas fossem apenas cultistas excêntricos, do tipo que compram acres e acres de matas inóspitas para lá viverem como primitivos, não estaríamos ameaçados. O problema é que eles querem utilizar o estado, e até mesmo um estado mundial, para atingir seus objetivos e nos obrigar a viver exatamente o estilo de vida que cultuam."
"Durante a maior parte da história, a atitude normal dos humanos em relação à natureza foi bem expressa pelos peregrinos, que temiam a 'horrenda, desoladora e imensa vastidão da natureza, repleta de bestas e homens selvagens'. Apenas uma sociedade livre, que conseguiu domar a natureza ao longo de várias gerações, nos permite ter uma visão diferente da dos peregrinos."
"Poucos de nós poderíamos sobreviver na vasta imensidão selvagem e desconhecida de uma floresta por muito tempo. A natureza não é amigável ao homem. Nunca foi. Por isso ela deve ser domada."
O artigo continua nesse link.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Em boas companhias

Não é o número de pessoas que me apóia ou que concorda comigo que me dá orgulho, e sim a qualidade das pessoas que concordam comigo. Se eu me importasse com os números teria ficado quieto sobre o Gota D'Água. Afinal já há mais de um milhão de desavisados apoiando aquela bobagem. 
Nessa semana Reinaldo Azevedo, que têm o blog mais lido do país, entrou na discussão sobre Belo Monte. Com sua escrita certeira e a verve de sempre, tratou das várias bobagens expostas no vídeo, além das manifestações que se sucederam ao seu texto inicial (aqui, aqui e aqui).

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Belo Monte: Quem diria? Eu não estou sozinho.

Do Canal Energia (reportagem completa aqui), por Alexandre Canazio e Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Meio Ambiente:

Associações contestam críticas à Belo Monte 
A Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia contestou críticas que estão sendo realizadas à hidrelétrica de Belo Monte (PA, 11.233 MW). Segundo Luiz Fernando Vianna, coordenador do Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico, os argumentos utilizados contra a hidrelétrica são infundados. O executivo refere-se a um vídeo que está circulando na internet contra a construção da usina.
"Estão criticando o baixo fator de capacidade de Belo Monte, esquecendo-se de que ela só tem um baixo fator de capacidade porque decidiu-se que não haveria reservatório. E isso foi feito justamente para atender às necessidades de licenciamento ambiental", comentou Vianna em entrevista à Agência CanalEnergia. O FMASE representa 18 associações e entidades ligadas ao setor elétrico.
Vianna afirmou ainda que não tem como Belo Monte ser substituída por usinas eólicas ou solares. "A energia eólica não é uma fonte de energia com vocação para base, ela tem que ser complementada com outras fontes, como as hidrelétricas ou as termelétricas. E a energia solar é quatro vezes mais cara que a energia proveniente de hidrelétricas", ressaltou. 

domingo, 20 de novembro de 2011

Belo Monte: Mais uma gota d'água em um oceano de bobagens

Já escrevi um texto sobre esses cidadãos que aderem a qualquer causa que aumente sua publicidade. A causa da vez aparentemente é ser contrário à usina de Belo Monte. Como eu falei antes, é a Síndrome de Bono, que se alastra cada vez mais rapidamente na classe artística. Apesar de ser altamente contagiosa, ela  infelizmente  não leva à mudez. A moda du jour nas redes sociais é o tal Movimento Gota D'Água (com essa grafia estranha mesmo). Está fazendo o maior sucesso, pelo número de pessoas que adoram essa sandice no facebook (quando eu vi pela primeira vez, 15 mil, quando parei de xingar, 120 mil, agora 350 mil). 
E o que é esse tal movimento? Se formos ver a produção de argumentos deles em seu próprio site, ela é bem escassa, exceto pela capacidade de mobilizar os reais especialistas em questões ambientais: atores.
Como eu não tenho produtores nem roteiristas pra prepararem meus textos, seguirei fazendo o que sempre faço, algo naquele velho estilo perguntas e respostas. Cito o que é falado no vídeo que eles postaram e respondo. Sou obrigado a admitir que somente transcrevi uma parte do que foi falado no vídeo. Transcrevê-lo totalmente seria legitimar algo que não merece ser legitimado.

Um pequeno Q&A
Você já ouviu falar da Hidrelétrica de Belo Monte?
Sim, e não só dessa. Já trabalhei em mais hidrelétricas que você já trabalhou em novelas.
Você já foi à Amazônia?
Sim.
Você sabe o que quer dizer "energia limpa"?
Sim, e você?
Desenvolvimento sustentável? Já ouviu falar?
Sim, já ouvi falar disso.
O que eu tenho a ver com isso? 
Não sei nem se você conhece o conceito. Sinceramente, acho que você não faz a mínima idéia do conceito, e fica aí vomitando bobagens na internet.
Mas eu pago meus impostos em dia, eu reciclo o meu lixo, eu ensino meu filho a respeitar o próximo.
Bom pra você. Eu também pago um absurdo em impostos. Como não tenho filhos, tento ensinar uma ou duas coisas para vocês. Minha melhor lição: leiam mais.
Eu ainda tenho que me preocupar com uma hidrelétrica no Pará?
O mundo seria melhor se você se focasse em seu trabalho.
Olha só, se não fizer a hidrelétrica de Belo Monte, não vai ter energia.
Quem falou isso, seus bobocas? A presidanta que vocês apoiaram durante a campanha? Acreditem no que quiserem mas vejam as duas dicas acima: leiam mais e foquem em seus trabalhos.  Energia existirá, porém será de alguma outra fonte (esse artigo trata do assunto), e já adianto: não será das fontes bonitinhas que vocês querem (solar e eólica) e sim de combustíveis fósseis ou termonuclear. 
Se não tiver energia, como é que eu vou ver televisão pra assistir minha novela? 
Eu não assisto novela. Prefiro ler e pesquisar sobre minha área de conhecimento. Deve ser por isso que eu não sei quem vocês são, e vocês não entendem droga nenhuma (escrevi "droga" por educação) sobre hidrelétricas. Assim como eu não entendo de neurocirurgia. A diferença é que eu não opino sobre neurocirurgia. Já atores...
Gente, não dá pra ficar sem luz, eu sou a pessoa mais conectada!
Use sua conexão para entrar em alguma livraria virtual e comprar uns bons livros. Eu sugiro os desse link. Não se esqueça de lê-los depois.

Não sei se esse monte de perguntas no início do vídeo têm o intuito de testar se alguém é qualificado o suficiente pra ter uma opinião sobre Belo Monte ou não, mas acho que passei no teste. Eu queria ver as respostas desses atores para as mesmas perguntas que eles fazem.

A questão do financiamento
Além de todo esse apelo exaltado, uma questão que é levantada no vídeo é que grande parte do financiamento da hidrelétrica virá do BNDES. Apesar de eu não concordar com isso (acho, essencialmente, que precisamos de menos Estado na economia) essa é uma das funções do banco, não? Financiar obras de infraestrutura é uma das, senão a função mais importante do BNDES. 
Eu posso bater no peito e falar que eu nunca usei dinheiro público para me sustentar. Não trabalho para o poder público, apesar de ajudar a sustentá-lo. Já os atores do vídeo, podem dizer o mesmo? Quantas peças de teatro deles foram financiadas com dinheiro do poder público? Quantos filmes deles foram feitos com auxílio de estatais, ANCINE, Ministério da Cultura? Eles têm Lei do Audiovisual, Lei Rouanet e todo o mais, e você paga a conta. Em resumo, usar dinheiro público para sustentá-los é certo; mas usar financiamento público para investir em infraestrutura que beneficiará toda a população é errado. 

O desmatamento e os povos indígenas
Já tratei desses assuntos em outro texto, por isso não vou me repetir. Contudo, o blog do Coturno Noturno traz um dado interessante, que segue abaixo:
um bando de abobados do elenco da Rede Globo diz que 640 km2 da Floresta Amazônica serão inundados. Sabem qual o tamanho da Floresta Amazônica? 6.000.000 de quilômetros quadrados. Portanto, a área inundada representa pouco mais de 0,01% da área total. 

O Fator de Capacidade
Os atores também "argumentam" que a usina vai gerar em média um terço de sua capacidade total. Esse conceito é conhecido na área técnica como "Fator de Capacidade", e é a razão entre a energia média gerada e a potência instalada de uma determinada usina. Por exemplo, se uma usina possui Potência Instalada de 100MW e Fator de Capacidade de 0,57, ela gera em média 57 MWh. No Brasil, as usinas a fio d'água, como é o caso de Belo Monte, tem um fator de capacidade entre 0,55 e 0,65. Outras usinas, que possuem reservatório com regularização (que acumulam um volume d'água em seu reservatório, em termos leigos) possuem fatores de capacidade maiores. Esse era o caso de Belo Monte. Por pressão dos ambientalistas, Belo Monte foi alterada para um regime de operação a fio d'água. Então não reclamem disso, por favor.
Querem uma usina com fator de capacidade alto? Então vamos fazer termoelétricas a combustíveis fósseis. Essas podem gerar energia a plena capacidade o tempo todo, praticamente parando somente para manutenção.  
Outro ponto interessante é que no Brasil, o fator de capacidade das usinas eólicas, que são a vedete dos ambientalistas, gira em torno de 0,3 (apesar de haver séries históricas muito pequenas, o que, no futuro, pode diminuir esse número). Na Alemanha, a média é de 0,17. Já viram algum ator reclamar disso?

Concluindo
Por que devemos confiar em engenheiros, biólogos, geólogos e outros profissionais da área ambiental quando os atores entendem tanto ou mais de meio ambiente e energia elétrica que qualquer profissional da área? 
Assistindo os vídeos, e levando em consideração a convicção com que os atores (os poucos que reconheço, pois admito que a maioria ali eu desconheço) se pronunciam sobre questões ambientais,  eu estou sinceramente disposto a demitir todo mundo nos órgãos ambientais e substituir os técnicos por atores. Eles decidem muito mais rápido, são mais convictos, e em menos de dois dias mobilizam uma galera pra apoiá-los. E o melhor: vão economizar uma grana dos empreendedores, pois estes não precisarão gastar dinheiro fazendo estudos. Afinal os atores leram o EIA da usina? Analisaram o projeto?
Entendo que cada um têm o direito de se expressar livremente, e acho válido que as pessoas tenham uma opinião formada. Defendo que os atores possam opinar sobre o que quiserem. Porém eles fariam um trabalho muito melhor se discutissem Brecht, Beckett ou Shakespeare ao invés de se meterem em algo que não entendem. 

sábado, 12 de novembro de 2011

Parem de financiar ONGs

Tem coisas que dão até preguiça de comentar, mas lá vai. Saiu na Folha o seguinte:
Entidades pedem que bancos não financiem Belo Monte 
Entidades civis anunciaram nesta segunda-feira ter encaminhado documento a 11 bancos do país recomendando que não financiem a construção da usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA). 
Mais de 150 entidades assinam a "notificação extrajudicial", como a ONG Amigos da Terra, o Movimento Xingu Vivo Para Sempre e a Comissão Pastoral da Terra, ligada à Igreja Católica. 
Entre as instituições que, segundo elas, receberam o documento, estão BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Itaú-Unibanco. 
O documento diz que, caso as instituições bancárias financiem a obra, serão "automaticamente" responsáveis por danos ambientais que o empreendimento causar. 
Para as entidades, o projeto de Belo Monte é ineficiente e o EIA (Estudo de Impacto Ambiental) é incompleto, o que gera uma série de incertezas sobre os impactos ambientais e sociais. 
O documento critica a concessão da licença de instalação (segunda etapa do licenciamento ambiental) sem cumprimento de todas as condicionantes da licença prévia. 
O Ibama, responsável pelo licenciamento ambiental, declarou em ocasiões anteriores que o atendimento integral das condicionantes só é necessário no final da obra. 
Em nota, a Norte Energia --empresa que constrói a hidrelétrica-- afirmou que não se manifestaria porque não foi comunicada oficialmente sobre a iniciativa.
Bom, eu falei que estava com preguiça de comentar, e agora que tive que reler o texto estou mais ainda. Sério, esse pessoal não tem mais o que fazer? Há vários aspectos que podem ser comentados na notícia acima. Entre outros:
  • A irrelevância da notícia;
  • Por que a Folha achou que isso era relevante; e
  • Por que esses ongueiros acham que podem (e devem) se meter na gestão dos bancos.
Contudo, não vou discutir nada disso. Só acho que os bancos e todos nós devemos usar isso como um alerta do tipo de patrulha que os militontos ambientais, ecochatos e biodesagradáveis querem impor a toda a sociedade. 
Eu tenho uma sugestão que vale tanto para os bancos quanto para qualquer cidadão. Vamos parar de financiar essas ONGs, OSCIPs e assemelhados. Quando alguém se mete na sua vida já é algo ruim, mas quando alguém usa o seu dinheiro, o produto do seu trabalho, para lhe dizer o que você deve ou não fazer, isso é hediondo. Meu dinheiro exigiu muito estudo e trabalho para ser transformado em proselitismo barato. Imagino que o seu também.

    sexta-feira, 11 de novembro de 2011

    A Síndrome de Bono

    Parece-me que, exceto raras exceções, quanto mais aptidão artística menos afinidade com o pensamento lógico. É a Síndrome de Bono, aquela vocação para o messianismo mal-informado. A lista de artistas que se engajam em alguma causa é gigante, mas o ambientalismo é a preferida. Por cima, consigo me lembrar de Sting, James Cameron (esse mereceu até um artigo na Exame sobre isso), Sigourney Weaver, metade das bandas indie, Wagner Moura (que não se cansa de falar bobagens sobre praticamente qualquer assunto), e agora, Cristiane Torloni. Bom, eu nunca vi uma peça da Cristiane Torloni, e não assisto televisão, mas  pela visibilidade que tem imagino que ela seja uma boa atriz. Contudo, ser uma boa atriz não a torna onisciente, e como os vários outros casos acima, parece gerar o efeito contrário.  
    A Sra. Torloni concedeu uma entrevista ao Estadão na qual apresentou suas posições ambientalistas:
    Você é uma mulher pró-verde, lutou na campanha Diretas Já. Há alguma outra bandeira que pretende levantar?
    São causas que me tocam. As duas têm a ver com minha missão geracional, tanto as Diretas Já como a causa ecológica. O código florestal, se for aprovado da maneira como está agora, vai gerar prejuízos que castigarão o planeta inteiro. Belo Monte, por exemplo. A essa altura, sabemos o que significa a construção dessa hidrelétrica e o custo ambiental dessa obra, como ainda pensamos que pode ser algo benéfico? Por que o Brasil não foi convocado para votar sobre isso, para decidir se realmente quer e pode arcar com uma hidrelétrica como Belo Monte? Infelizmente, nossa democracia é muito frágil, nesse sentido.
    Pelo que entendi, o novo Código Florestal vai prejudicar o planeta inteiro. Estranho que se formos ver a legislação de outros países, eles não dispõe dos mesmos mecanismos jurídicos que nós já dispomos em nossa legislação. Porém, o mundo não acabou. O que falta é o Brasil. Quando o Brasil mudar sua legislação, o mundo inteiro vai sofrer. 
    Belo Monte, como não podia deixar de ser, também entra no bolo. A sra. Torloni deve ser daquele tipo que compartilha bobagens nas redes sociais sem ler. E, se eu entendi corretamente, ela deseja algum tipo de referendo para decidir se a população quer ou não quer Belo Monte? Se for assim com todas as hidrelétricas em estudo ou implantação no país, passaríamos mais tempo votando que trabalhando.
    Quanto à colocação da Sra. Torloni sobre a fragilidade de nossa democracia, qual a sugestão dela? Largar a democracia representativa e adotar um sistema plebiscitário? Ela só mostra que conhece tanto de democracia quanto de meio ambiente.
    Obviamente há artistas cuja opinião eu respeito. Vejam o Brian Johnson, do AC/DC, que declarou a respeito de Bono o seguinte: 
    "When I was a working man I didn't want to go to a concert for some bastard to talk down to me that I should be thinking of some kid in Africa. I'm sorry mate, do it yourself, spend some of your own money and get it done. It just makes me angry. I become all tyrannical."
    E só pra esclarecer, eu e o Brian Johnson não somos os únicos no planeta que não gostam do Bono e seus assemelhados. Esse artigo de opinião no New York Times fala um pouco mais sobre as bobagens do Sr. Paul Hewson.
    Outra celebridade que já deu seus pitacos em questões ambientais foi Michael Crichton, autor de vários best-sellers, dos quais o mais conhecido aqui deve ser Jurassic Park. Contudo, vejam a diferença entre um e outro. Os discursos e textos do Michael Crichton (há um exemplo aqui) sempre procuraram respeitar a lógica e o pensamento científico. O homem, afinal, era um apaixonado pela ciência, não um fanático por publicidade.
    Como escapar da Síndrome de Bono? Ora, simples. Procure um bom psiquiatra e diga que você é um mitômano. Ele saberá o que fazer.
    Eu pagaria ingresso em um concerto ou festival beneficente para pagar o psiquiatra do Bono e seus asseclas. Acho que todos concordamos que a conta seria altíssima.

    terça-feira, 8 de novembro de 2011

    Reitoria desocupada: que venha o trabalho da justiça

    Vocês já devem ter visto que a democracia voltou a imperar na USP, por meio da ação da polícia cumprindo determinação da justiça. Pra quem não viu o que os revolucionários da cannabis fizeram durante o tempo que passaram na reitoria, vejam essa galeria de fotos da Folha.
    Essa é a forma de debate deles: vandalismo e depredação do patrimônio público. Pois bem, então que dialoguem com a polícia, que até onde sei, fez a desocupação da forma mais pacífica possível, e ainda levou 70 vagabundos presos. Agora que a algazarra acabou, que se dê o exemplo, e se processe tanto na esfera acadêmica quanto na criminal esses delinquentes. 
    Como não poderia deixar de ser, os esquerdopatas já estão se movimentando, buscando minimizar as ações de seus colegas de baseado e outros "ritos de passagem". Aposto que até o fim do dia algum deputado ou vereador vermelhinho vai defender os vândalos. 
    Isso sem contar que já começou a retórica do outro-ladismo, dizendo que se deve ouvir os dois lados. Sou totalmente contra isso. O "outro lado" da lei é o crime. Eu não preciso da opinião de quem defende bandido, assim como não me interessa a opinião do Marcola sobre combate ao tráfico de drogas ou a opinião dos Nardoni sobre criação de filhos. As fotos são bem eloquentes. Mostram o apreço que essas pessoas têm pelo patrimônio público. Agora que já prenderam uns 70, torço pra que a justiça prossiga com seu trabalho e que esses delinquentes sejam julgados.

    segunda-feira, 7 de novembro de 2011

    Globalistas: entendendo a Nova Ordem Mundial

    Sempre que menciono este assunto sou chamado de louco paranoico, a despeito das pilhas e pilhas de documentação, atas, livros e a confissão escancarada deixadas para trás pelos perpetradores, mas vamos lá.

    De acordo com algumas dezenas de estudiosos (para citar apenas um: Shadow World, por Robert Chandler), o cenário geo-político mundial têm sido desde o final do século XIX e o é hoje o campo de batalha de três grupos que buscam a unificação global. Com métodos e modus operandi ora conflitantes, ora complementares, todos os três no fim buscam apenas uma coisa: a destruição de toda e qualquer soberania nacional, a erosão das fronteiras e a criação de um governo global.
    Não, isso não é teoria da conspiração. Acontece a olhos vistos e com os perpetradores declarando seus planos aos sete ventos. Planos estes, traçados dentro de um escopo de séculos.

    São eles:
    • Movimento Comunista
    • Islã
    • Nova Ordem Mundial
      Sobre os dois primeiros falaremos depois, por agora e na sequência que pretendo dar a meus posts é importante entender o que é e como age a Nova Ordem Mundial. E creio que uma das melhores aulas a respeito deste grupo já capturada em vídeo foi, para nossa sorte, proferida pelo filósofo brasileiro Olavo de Carvalho (me poupa o trabalho de legendar!). A sequência de vídeos abaixo tem cerca de 1hora e meia, mas é absolutamente vital para começar a entender o que é, como opera e como nos afeta a Nova Ordem Mundial.

      Apenas para resumir o que o Olavo explica em detalhes: a Nova Ordem Mundial é um grupo de bilionários dinastas que simplesmente parou de jogar pelas regras do jogo. Usando todo seu poder e influência, infiltram-se em governos e manipulam as regras por dentro, enquanto torram bilhões financiando projetos de engenharia social, ONGs e todo tipo de esquerdopatia que os ajude a preparar o mundo para sua visão de um governo global.

      Entender a Nova Ordem Mundial é fundamental para entender entre outras coisas a ONU, a União Européia, as grandes crises econômicas recentes (todas!), os cenários políticos americano e europeu atuais, as revoltas em Londres, o Occupy Wall Street e muitos outros assuntos que nos afetam diariamente.

      Sem mais demora, os vídeos: 

                                           Parte 1/10
                                               

                                          Parte 2/10
                 

                                          Parte 3/10
                                               

                                          Parte 4/10


                                          Parte 5/10
       

                                          Parte 6/10
                                            

                                 Parte 7/10


                                 Parte 8/10


                                 Parte 9/10


                                  Parte 10/10


      Comento
      Se você chegou até aqui tendo assistido aos vídeos, garanto que está um pouco mais equipado para entender as loucuras do dia-a-dia que nos cerca. Como já estou me sentindo um professor, vou passar a lição de casa.

      Visite o banco de dados financiamento da Fundação Ford  e de George Soros e veja o tipo de projetos e ONGs que eles financiam: grupos de apoio raciais, pelos direitos da mulher, pelos direitos dos gays, estudos climáticos, movimentos anti-capitalistas, pesquisas no campo de educação  etc etc etc. George Soros até mesmo declara o que está fazendo no slogan do site de sua fundação: "Construindo democracias vibrantes e tolerantes". Leia-se: engenharia social. "Vibrantes" sendo código para "socialmente engajada" e pronta para acatar e agir de acordo com os planos do governo e "Tolerante" sendo código para "politicamente correto", o double-think orwelliano aplicado.

      A primeira vista, tudo parece muito bonito, não? Só para pegar um exemplo da vasta gama de tópicos que eles usam como massa de manobra, veja o caso dos gays: afinal, o que há de errado em financiar uma ONG que "lute" pelos direitos dos gays? Eu então pergunto: que direitos são estes? Uma predileção homossexual não invalida a condição de cidadão e humano do indivíduo. Então, se ele já tem os mesmos direitos que todos os outros cidadãos, advocar pelos "direitos" dos homossexuais significa pregar que eles deveriam ter direitos extras que não se aplicam aos compatriotas heterossexuais. Cria-se assim uma classe especial de cidadãos, grata aos "movimentos sociais" por suas benesses particulares e pronta para marchar quando a nave-mãe do "movimento" chamar.  Vide Lei da Mordaça Gay. Todos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros.

      É importante perceber que eles não dão a mínima pelota se o movimento é sobre negros, brancos, amarelos, verdes, feministas, gays, punheteiros, suricates venezuelanos ou pandas com disfunção erétil! Qualquer problema real que estes grupos enfrentem não vem ao caso. O que importa é usar o grupo em questão como sua infantaria ideológica.

      Financiando estes movimentos, os bilionários da Nova Ordem Mundial conseguem criar uma cisão social dentro das nações (erodindo o sentimento de patriotismo), criar um exército de idiotas-úteis prontos para marchar e gritar os slogans que lhe forem colocados na boca, criar o clima de instabilidade que eles precisam para entranhar-se cada vez mais nas bases do poder, manipular as regras do jogo e atacar as leis de mercado que lhe ameaçam as fortunas e o poder.

      É engenharia social, pura e simples. Agora compare como era moralmente a sociedade nos anos 30, 40 e  50 e compare com o mundo de hoje. Poderia-se dizer que são planetas diferentes, não? E você acha que chegamos a este ponto por acidente?

      domingo, 6 de novembro de 2011

      Para começar, o que é direita?

      Direita? Esquerda? Huh?
      Um jargão recorrente em discussões de boteco entre brasileiros é a falácia que "direita e esquerda não existem mais". Você provavelmente já ouviu isso. Eu sei que já escutei esta mentira mais vezes do que consigo contar.

      Bem, sinto muito, mas isso não poderia estar mais errado.

      Não obstante, não é completamente surpreendente que o brasileiro mediano pense assim, afinal, quais são os exemplos ostensivos de direita na vida política e cultural brasileira? Não existem. As pouquíssimas exceções de autores e políticos direitistas no Brasil são deliberadamente caladas e/ou massacrados pela mídia.

      O que existe no mainstream brasileiro é a esquerda e a direita da esquerda (sociais-democratas, mais perto do centro, mas ainda esquerda).

      Então, afinal, que diabos é esse raio de direita? Da maneira mais direta e simplificada possível: a esquerda é coletivista e a direita é individualista. os outros rótulos aplicados à Direita X Esquerda são:
      • Conservadores X Liberais* / Progressistas
      • Reacionários X Revolucionários
      A esquerda prega o "bem comum" através da centralização do poder nas mãos de um Estado gigantesco, onipresente e controlador, a direita acredita no poder de realização e liberdade individuais, que cada pessoa tenha liberdade para seguir seus próprios interesses.

      A esquerda prega o controle ferrenho do mercado em nome do "bem comum", a direita acredita que cada um sabe o que é melhor para si e é capaz de gerir seus recursos em prol de si próprio e sua família.

      A esquerda prega que "intelectuais" esclarecidos, benevolentes e bem intencionados sabem o que é melhor para a sociedade inteira, a direita acredita que cada indivíduo é capaz de cuidar de sua própria vida.

      A esquerda prega que a moralidade do Estado deve substituir e sobrepor-se a quaisquer valores da sociedade, a direita acredita que os valores judeo-cristãos serviram à sociedade ocidental muito bem até agora.

      Então, para sumarizar os 5 pilares da direita, sem nenhuma ordem específica pois todos são igualmente importantes e interconectados, são:
      • Liberdade
      • Responsabilidade pessoal
      • Livre mercado
      • Governo limitado 
      • Moralidade judeo-cristã
      Agora compare isto com o típico jargão de frustração de um brasileiro: "[insira problema aqui] está uma droga e o governo não faz nada!". Bem, o que você esperava? 

      A pedra fundamental da questão é justamente a onipresença da esquerda na cultura brasileira, ou seja, a percepção que a responsabilidade de tudo é dos governantes. Os tais "intelectuais" esclarecidos e benevolentes são uma fantasia. O que a direita acredita é que simplesmente não podemos entregar nossa liberdade e vidas nas mãos de outros, pois o resultado sempre será estes outros cuidando de seus próprios interesses pessoais usando a população como massa de manobra. 

      Como muito bem colocado por Lord Acton: "O poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente". Então por que raios nós deixamos que o partido da vez, governo após governo, concentre cada vez mais o poder? 

      Lembrem-se as lições da história. Em absolutamente TODAS as vezes que uma elite "esclarecida" e benevolente obteve o poder absoluto ou quase absoluto em nome do "povo", o resultado foi genocídio: revolução francesa, União Soviética, Alemanha Nazista, China, Camboja e Cuba mataram mais de 100 milhões de civis em nome do "bem comum" (voltarei a este tema em futuros posts).

      Em contrapartida os founding fathers americanos deixaram na constituição e na declaração de direitos (bill of rights) dos EUA mecanismos para limitar o poder do governo, garantir a liberdade individual e o livre mercado. O resultado: primeiro país na história a abolir escravidão, justiça, fartura e cultura como jamais visto entre uma sociedade humana.

      E a direita é que leva pecha de malvada e sem-coração.
      Vai entender.

      O brasileiro não sabe o que é direita porque não temos isso por aqui. Não significa que não exista em outros lugares do mundo. Você sabe o que é o Tea Party americano? Se sua única fonte de informação é a mídia brasileira, você provavelmente responderia "sim", mas eu diria que você está errado. Eu costumo dizer que português é uma prisão mental, porque o indivíduo monoglota está limitado à conhecer apenas o que lhe é permitido ver. Em conversas casuais com amigos e colegas eu fiquei chocado com algumas opiniões que ouvi a respeito do Tea Party ser "um bando de nazistas e racistas". Não! O Tea Party defende, na sua essência, que o governo esquerdista dos democratas pare de gastar desenfreadamente o suado dinheiro dos impostos em esquemas populistas gigantescos.

      Soa familiar com algo que eu mencionei acima?

      *O termo "liberal" (homógrafo no inglês) originalmente significava liberalismo econômico, e era um conceito da direita. Este uso do termo ainda resiste de certa forma no Brasil (principalmente como pejorativo contra os sociais-democratas), mas a esquerda internacional conseguiu ao longo do século XX surrupiar a palavra e hoje no contexto político internacional ela é usada como "liberalismo social", ou seja: sinônimo de esquerda.

      sábado, 5 de novembro de 2011

      Morre líder das FARC: o mundo fica um pouquinho melhor

      Na Veja Online:
      O Exército e a polícia da Colômbia anunciaram nesta sexta-feira a morte do comandante das Forças Revolucionárias da Colombia (Farc), Guillermo León Sáenz, conhecido como Alfonso Cano, em uma operação que o governo qualificou como "o maior golpe nesta guerrilha" nos 50 anos de batalha. "Caiu o número um das Farc. É o golpe mais contundente que se deu nesta organização em toda sua história", afirmou o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, em mensagem à nação em Cartagena de Indias, onde estava quando soube da notícia.
      O título é polêmico, eu sei, mas mesmo me recriminando lá no fundo por achar a morte alguém uma boa notícia, não posso deixar de pensar que a Colômbia está no caminho certo. Quem promove o terrorismo, usa o crime como método e tenta destruir a democracia a força de armas não merece a civilização que temos, muito menos a que poderíamos ter sem gente assim.
      Espero que a exemplo do que aconteceu quando as forças armadas colombianas mataram Jorge Briceno, o Mono Jojoy, se colete inteligência a respeito das operações das FARC. Também espero que, diferente daquela ocasião, que sejam presos e julgados os que auxiliam, apóiam e sustentam uma organização criminosa de narcotraficantes. Na Colômbia, Venezuela, Bolívia, Equador ou Brasil, ou   onde quer que estejam. O mundo fica um pouco melhor sem Alfonso Cano, mas ficará muito melhor sem seus apoiadores.

      Sozinhos são ignorantes, juntos também

      Na esteira do post do Hades sobre o movimento OccupyWhatEver, me lembrei de outra daquelas campanhas que de vez em quando aparecem nas redes sociais. Essa está totalmente de acordo com o que eu já havia escrito sobre os princípios do movimento ambientalista, e as mentiras que eles propagam na rede. Vejam abaixo:
      Eles não cansam de mentir?
      Cumprindo o dever cívico
      Eu considero uma obrigação moral contestar uma mentira, e um dever cívico quando é uma mentira dos esquerdopatas. Vamos lá: 99% da população é contra a mudança do Código Florestal? De onde eles tiraram esse número? De acordo com o Censo 2010, em torno de 15% da população do país vive em zonas rurais. Se só um terço dessa população for favorável à mudança do código, já temos 5% de pessoas favoráveis. Sem contar a população urbana que é favorável. 
      Essa história de 99% começou com o movimento OccupyWallStreet, e se espalhou pelo mundo. Obviamente nossos esquerdopatas não ficariam para trás, e como esse negócio de criar algo novo é muito cansativo, se apropriaram das palavras de ordem dos esquerdistas americanos; afinal, esquerdista não têm pátria (um dia o Hades prepara um post sobre isso). 
      Outro ponto interessante do movimento esquerdista é que assim como eles não têm pátria, eles também não possuem nenhuma agenda definida. Qualquer causa é válida, e quanto menos informação a respeito, melhor. Entrei no site para descobrir quem são os tais "Juntos". O que eu encontrei lá:
      Somos aqueles que estão sem emprego, sem educação, sem cultura, sem casa, mas também sem medo de lutar! Somos aqueles que estão em defesa da Amazônia nos atos contra a construção de Belo Monte e contra o novo código (anti-)florestal! Somos aqueles que estão nas lutas contra toda forma de preconceito, seja de genêro, etnia, idade, credo. Somos aqueles que estavam nas Marchas da Liberdade, das Vadias, no #ForaRicardoTeixeira, contra a corrupção, nas paradas LGBT. Somos aqueles que #TomamosAsRuas e lutamos por uma #DemocraciaRealJá!
      Interessante é que os esquerdistas já aprenderam a escrever, mas ainda estão a léguas de fazerem algum sentido. O negócio é arregimentar o maior número de apoiadores possível, não importa de onde eles venham. Agora que já comecei, vou extrair alguns trechos do texto acima, passo a passo, pra tentar entender quem são esses esquerdopatas. 
      sem emprego, sem educação, sem cultura
      Sem emprego era óbvio. Alguém já viu esquerdopata que fosse produtivo para a sociedade? Sem educação e sem cultura também é outra característica básica deles. Afinal, um pouquinho mais de leitura e reflexão faria com que, além de aprenderem a língua pátria (lembram dos "trabaliadores" da USP?), pensassem por si próprios. Quem sabe se eles passassem menos tempo em manifestações e mais tempo lendo, estudando e procurando trabalho, a situação deles melhoraria?
      em defesa da Amazônia nos atos contra a construção de Belo Monte e contra o novo código (anti-)florestal
      Já é conhecido que verde é o novo vermelho. São os ambientalistas-melancia: verdes por fora, vermelhos por dentro. O que eu gostaria mesmo de saber é se algum desses melancias aí já esteve na Amazônia. Duvido que algum deles entenda alguma coisa de geração de energia elétrica ou tenha lido a íntegra do relatório do Código Florestal. Caso queiram ler, está aqui.
      nas lutas contra toda forma de preconceito, seja de genêro, etnia, idade, credo
      Aqui, eles involuntariamente disseram que concordam com a constituição. Deve ser algum erro de grafia. Vou salvar um pdf da página antes que eles mudem.
      Somos aqueles que estavam nas Marchas da Liberdade, das Vadias, no #ForaRicardoTeixeira, contra a corrupção, nas paradas LGBT.  
      Se lembram do que eu falei quando disse que eles precisam passar menos tempo em manifestações e mais tempo estudando, lendo e procurando emprego? Eles mesmos admitem isso. Eles vão desde a marcha dos maconheiros (não necessariamente algo que voce vá colocar no seu CV, né?) até manifestações contra o presidente da CBF. Vale tudo, menos trabalhar e estudar.
      Somos aqueles que #TomamosAsRuas e lutamos por uma #DemocraciaRealJá!
      Eu entrei em algumas páginas que falavam sobre esse tal "DemocraciaRealJá". Sinceramente não entendi do que se tratava. Me parece uma cambada de vagabundos que ficaram brabinhos porque as coisas não saíram como eles queriam. A resposta? Vamos fazer uma manifestação, claro! Quanto ao "TomamosAsRuas", nem sequer achei nenhuma referência a isso. Deve ser algo análogo ao que falei nesse post.

      Imagina-se que já que eles defendem tantas causas, devem ter um monte de propostas para cada um dos tópicos abordados, certo? Errado! Imaginem comigo, se nem as críticas deles são coerentes, imaginem as propostas. No caso, como eles nem identificaram o problema corretamente, obviamente não há qualquer formulação de hipóteses. Metodologia científica básica. Pelo menos eles são sinceros em admitir que não têm nem educação nem cultura. Mas não precisava. Nota-se.

      Resumindo
      Toda essa estória de 99% pra lá, 1% pra cá, nada mais é que uma variação do velho "nós" contra "eles". A mentalidade dessa gente é tão fraca que pra eles não importa se 99% estão errados ou certos, mas o importante é fazer parte dos 99%. Individualmente, duvido que qualquer um deles se sustentaria em um debate. Por isso a necessidade de fazer barulho em grupelhos, em angariar qualquer um que seja para a causa deles.
      Se esses são os 99%, eu tenho o maior orgulho de fazer parte dos 1%. Aquele 1% que pensa por si.

      OccupyWhatEver: a síntese do movimento.

      Na tradição esquerdopata arruaça, bandidagem e falta de higiene sempre tiveram lugar privilegiado. Mais privilegiado até do que a causa da vez ou o motivo da mobilização. Esqueçam idéias, o quente mesmo é invadir algum lugar e acampar! Vale fazendas, reitorias e até Wall Street!

      O movimento Occupy[InsiraLugarAqui] que começou com OcuppyWallStreet a alguns meses tem suas franquias em Oakland, Chicago, Seattle e umas tantas outras é uma prova tão cabal de que esquerdopatismos em geral são frutos de esforços mentais intestinais tão transviados que chega ser tarefa monstruosa listar todas as barbaridades que conseguem cometer.

      Para quem chegou agora e não sabe do que se trata, o movimento (intestinal) consiste na ralé tomando conta de uma praça ou rua e acampando, criando comunas e basicamente permanecer ali batendo tambores, consumindo drogas, gritando slogans comunistas e defecando em tudo (inclusive carros de polícia).

      Na lista de items dos vagabundos consta desde protesto contra os grandes bancos e suporte à Obama (mutualmente excludente com a primeira, mas isso fica para mais tarde), aumento de impostos para os 'ricos' (mas não dos ricos democratas), anistia de hipotecas, anistia de empréstimos estudantis, protestos pro-palestina, protestos anti-israel, protestos pelo controle populacional, por energias renováveis, contra aquecimento global, pelo comunismo, pelo fim do capitalismo, etc etc etc!

      Basicamente, se está na agenda da esquerda, eles protestam.

      Compondo os acampamentos estão os suspeitos de sempre: universitários (quase 100% estudantes de alguma variedade de humanas) e adolescentes sem causa, sindicalistas, políticos e ativistas profissionais, desempregados (sustentados pelos vários 'bolsa-algo' do welfate state), desocupados, ladrões, traficantes, toxicômanos, hippies, punks, comunistas, neo-nazistas, fugitivos da polícia, sem-teto e doentes mentais.

      Pretendo falar mais a respeito do que acontece e seus vários aspectos intrigantes, mas por agora acho que o membro do protesto no vídeo abaixo dá uma idéia clara das bases intelectuais do movimento:




      Precisa dizer mais?

      quinta-feira, 3 de novembro de 2011

      Ainda há juízes em SP

      Li com sentimentos conflitantes a notícia no site da Veja que a justiça de SP deferiu a reintegração de posse da reitoria da USP. Por que sentimentos conflitantes? Ora, enquanto a juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti deferiu o pedido, ação com a qual concordo totalmente, qual foi a decisão da reitoria? Segundo a reportagem:
      "integrantes da Comissão de Negociação da Reitoria tentarão evitar ao máximo o conflito entre alunos e PMs. Os negociadores comunicarão a determinação aos manifestantes e tentarão articular uma saída pacífica."
      Comissão de Negociação? Que estrovenga é essa? Acho incrível como a lei está em baixa no país, de forma que se trata um bando de delinquentes como se fossem meros interlocutores, debatendo "A República" de Platão. São criminosos, danificaram patrimônio público para defender uma causa bem particular: fumar maconha nos campi. Oferecem as benesses da democracia aqueles que não possuem a menor noção do que ela é. E quando foi que esses democratas invadiram a reitoria? Após serem derrotados em uma assembléia que determinou que desocupariam a administração da FFLCH.  
      Eles desocuparam o prédio da administração da FFLCH, e vejam nessa reportagem da Folha o que acontecerá com eles:
      A diretora da FFLCH, Sandra Nitrini, disse que nenhum estudante será punido. "Não vai haver [punição aos estudantes] porque com base no que a comissão verificou na vistoria não houve danos sobstanciais. Eles se comprometeram a limpar a pixação feita também." 
      Eu não sei que droga de negociação é essa que a tal comissão está fazendo, e mesmo sem conhecer o regimento interno da USP, duvido que a invasão de um prédio, com os danos materiais e transtornos no atendimento aos alunos que querem de fato estudar seja algo permitido pelo regimento de qualquer instituição que se respeite. E quanto à diretora, cabe lembrar que é dever dela, entre outros, zelar pelo atendimento a esses alunos que querem estudar, além de zelar pelo patrimônio público. Não acredito que seja seu dever passar a mão na cabeça de alunos que depredam o patrimônio público. Ou impunidade virou prática pedagógica?
      Quando a diretora e a própria reitoria não utilizam todos os meios de que dispõem para restabelecer a normalidade e impedir que isso aconteça novamente - expulsando esses vagabundos - prejudicam indiretamente a totalidade da comunidade acadêmica. 
      A reitoria da USP disponibilizou ontem na internet vídeos das câmeras de segurança da reitoria durante a invasão. Vejam o que esses dedicados alunos da USP fazem:





      Faculdade para quem quer estudar,  punição para quem merece
      Parece repetitivo, visto que já escrevi um texto a respeito, mas se esses trogloditas querem se comportar como tal, e pior, passar da vagabundagem e desperdício de dinheiro público para uma carreira criminosa, que arquem com essas escolhas. Faça-se a vontade deles, e que se aplique tanto nosso código penal quanto o regimento da USP. Que essa comissão de negociação vá fazer algo mais útil, como identificar esses delinquentes e submetê-los a processos administrativos conforme o regimento da USP. Que a comissão ofereça denúncias à justiça para que eles sejam julgados por suas ações.
      Pessoas que agem assim não só deveriam estar fora da faculdade, mas fora do convívio social. É assim que escolhemos tratar nossos criminosos, e a lei deve ser a mesma para todos, independente de sua escolaridade ou da "causa" que defendem. 

      quarta-feira, 2 de novembro de 2011

      Desconstruindo uma mentira ambientalista

      Como praticamente metade do mundo que têm acesso à internet, eu também tenho um perfil no facebook. Lá, uma das minhas maiores diversões (além de participar de grupos como o excelente grupo de discussão sobre o Código Florestal) é ver as campanhas que o pessoal compartilha. Desde pérolas como os professores pedindo condições "diginas" de trabalho (professor analfabeto deve ser demitido, na minha opinião) até as milhares (sério) de vezes que vejo algo sobre animais perdidos, as redes sociais em geral e o facebook em particular viraram terreno fértil pra todo tipo de campanhas ou defesa de quaisquer barbaridades. Antes das redes sociais, quando essas mensagens só chegavam por e-mail, isso era conhecido como spam
      Uma das melhores que vi, contudo, foi uma sobre Belo Monte. Como aconteceu desde que se declararam as intenções de implantar a usina, os protestos continuam. E pra não variar, o que menos acontece é uma discussão científica séria. Acho que todos de vocês que estão no facebook já devem ter visto esse post pelo menos uma vez: 
      Pra quem não viu, é isso aí que falam de Belo Monte
      Mentiradas ponto a ponto
      O texto da mensagem me divertiu muito mais do que normalmente pois é uma aula prática do que Schopenhauer quis demonstrar em seu livro "Como Vencer um Debate sem Precisar ter Razão" (eu tenho essa edição). Duvido que um texto tão pequeno mostre de forma condensada tantos dos estratagemas que Schopenhauer apresenta no livro. Portanto, comentarei-o em partes.
      "O cacique Raoni chora ao saber que Dilma liberou o início das construções de Belo Monte,
      O post mostra nosso maior especialista silvícola em abraçar celebridades precisando de uma causa, o cacique Raoni, supostamente chorando ao saber da construção de Belo Monte. Pra começar, não há uma única indicação, uma única notícia de discussão ou audiência sobre Belo Monte que reproduza essa imagem, que por sinal, não possui qualquer crédito. No mais, falar que "Dilma liberou o início das construções" é admitir que não se entende nada sobre licenciamento ambiental. Com todos os problemas do licenciamento ambiental no país (vide praticamente metade dos textos desse blog) felizmente ainda não foi instituído o licenciamento ambiental por decreto presidencial.
      mesmo após cartas dirigidas a ela que foram ignoradas, e ainda mais de 600 mil assinaturas que foram igualmente ignoradas.
      Esse povo não entende o funcionamento da democracia. Se a presidente da república decidisse baseada no número de cartas que recebe, então a HP seria o maior lobista do país. E quanto às 600mil assinaturas? Respeito o fato de se coletarem assinaturas para defender alguma causa e mostrar à classe política que aquela causa têm apoio popular (por exemplo, o Voto Distrital). Contudo, vale lembrar que ao contrário do caso do Voto Distrital, o que se faz nesse caso é desinformar, ao contrário de informar as pessoas sobre o que elas estão apoiando. Mais adiante voltarei a esse ponto. 
      Foi decretada a sentença de morte dos povos do Xingu.
      Eu não sei vocês, mas eu já vi várias bacias com hidrelétricas e índios. Até onde sei, em nenhum lugar eles foram dizimados pela existência dos aproveitamentos hidrelétricos. (N. do autor: Nem sei porque me dignei a responder essa)
      Belo Monte seria maior que o Canal do Panamá,
      Eu não sei de onde partiu a proposta de tomar o Canal do Panamá como referência para licenciamento ambiental. Os militontos ambientalistas vão propor um tratado internacional dizendo "Obras maiores que o Canal do Panamá não podem ser licenciadas"? Pela irrelevância no contexto, nem vou pesquisar as dimensões do canal.
      inundando pelo menos 400.000 hectares de floresta,
      Mentira! A área do reservatório de Belo Monte é aproximadamente 520km², ou seja, 52.000ha, bem menos que o falado no post. Obviamente a totalidade dessa área (520km², não a ilusão postada anteriormente) não é de florestas, devendo ser descontados para cálculos de supressão de vegetação o próprio leito do rio, além de áreas já antropizadas, como cultivos agrícolas.
      expulsando 40.000 indígenas e populações locais
      Mentira deslavada! Gastei 15 minutos do meu tempo e peguei os dados das Terras Indígenas (TIs) da FUNAI. Selecionei todas as TIs a uma distância de 100km de Altamira (e Altamira é um município gigante!). São 26 TIs. A soma da população dessas TIs segundo o dado da FUNAI é de 6.547 pessoas. Lembro que essa é a população total das TIs a uma distância de 100km de Altamira. Não necessariamente todos serão atingidos pela hidrelétrica. Aliás, mesmo que todas as 26 TIs a uma distância de 100km de Altamira fossem atingidas, e que todos os indígenas precisassem ser relocados, ainda assim não chegaria nem perto dos 40 mil que o post fala.
      e destruindo o habitat precioso de inúmeras espécies
      Eu não entendo muito das espécies amazônicas e seus hábitats, mas entendo de lógica, de método científico, e argumentação. E sempre que eu vejo alguém usar o termo "inúmeros" ou similares, começo a desconfiar que o argumento não está respaldado em nenhum dado concreto. Além disso, o termo correto não é "destruindo", e sim alterando. Algumas espécies podem precisar se realocar após a implantação da usina, outras (especialmente espécies aquáticas) perderão seus locais de reprodução, alimentação ou abrigo. Longe de mim ser contra os bichinhos, mas vamos colocar as coisas na sua devida proporção: segundo o sistema DETER (Detecção de Desmatamento em Tempo Real) do INPE, entre 01/01/2003 e 01/01/2008 houve alertas de desmatamento de 2199.53 km² (ou 219.953 ha) somente no município de Altamira, e isso antes de qualquer obra de Belo Monte. Onde estavam os defensores dos hábitats dos bichinhos naquela época, ou antes disso, quando o DETER não existia? Ao menos agora haverá um benefício para toda a população, e não somente para os que desmatam ilegalmente.
      -- tudo isto para criar energia que poderia ser facilmente gerada com maiores investimentos em eficiência energética."
      Isso é uma junção de ignorância e má-fé.  Não sei de onde eles tiraram a idéia que eficiência energética significa geração de energia elétrica. Eficiência energética é redução de consumo, não aumento de geração. Geração de energia elétrica continua sendo... geração de energia elétrica. Aliás, como curiosidade: 0,25% da receita operacional líquida das distribuidoras de eletricidade obrigatoriamente vai para programas de eficiência energética. Só pra lembrar, você paga a conta.

      Desinformação
      Alguma alma caridosa, que realmente acredita que todos só querem o bem mas não sabem onde se informar, pode dizer que estou sendo malvado com os ecochatos e biodesagradáveis ou estou trabalhando com informações que não são de domínio público. Não. Esses militontos simplesmente inventam dados espúrios. A prova? Para quem quiser realmente saber os dados sobre a usina, todos os estudos para o licenciamento ambiental estão disponíveis aqui no site do IBAMA. Os dados da tramitação da usina junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) podem ser visualizados aqui.
      Em resumo, tanto o processo de licenciamento ambiental (disponível no link acima) quanto os estudos de engenharia aprovados pela ANEEL são públicos. Basta fazer uma solicitação ao Centro de Documentação da ANEEL que eles mandam os dados pra você.
      Eu levantei todos esses dados e escrevi o texto acima em menos de uma hora (aproveitei trechos de meus debates no facebook). Então não pode ser tão difícil passar informações embasadas. Quem passa informação errada está querendo usar os outros como massa de manobra.

      Finalizando
      Cada um pode ter sua opinião, e pode fazer propaganda do que bem entender, porém convém ter opiniões bem informadas e não propagar textos apócrifos, sem a mínima credibilidade. Fazendo isso não se defende as florestas, os povos tradicionais nem o meio ambiente, e só os interesses de grupos que, seja qual forem seus objetivos, precisam mentir para alcançá-los, o que já não é bom sinal.