quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Ainda há juízes em SP

Li com sentimentos conflitantes a notícia no site da Veja que a justiça de SP deferiu a reintegração de posse da reitoria da USP. Por que sentimentos conflitantes? Ora, enquanto a juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti deferiu o pedido, ação com a qual concordo totalmente, qual foi a decisão da reitoria? Segundo a reportagem:
"integrantes da Comissão de Negociação da Reitoria tentarão evitar ao máximo o conflito entre alunos e PMs. Os negociadores comunicarão a determinação aos manifestantes e tentarão articular uma saída pacífica."
Comissão de Negociação? Que estrovenga é essa? Acho incrível como a lei está em baixa no país, de forma que se trata um bando de delinquentes como se fossem meros interlocutores, debatendo "A República" de Platão. São criminosos, danificaram patrimônio público para defender uma causa bem particular: fumar maconha nos campi. Oferecem as benesses da democracia aqueles que não possuem a menor noção do que ela é. E quando foi que esses democratas invadiram a reitoria? Após serem derrotados em uma assembléia que determinou que desocupariam a administração da FFLCH.  
Eles desocuparam o prédio da administração da FFLCH, e vejam nessa reportagem da Folha o que acontecerá com eles:
A diretora da FFLCH, Sandra Nitrini, disse que nenhum estudante será punido. "Não vai haver [punição aos estudantes] porque com base no que a comissão verificou na vistoria não houve danos sobstanciais. Eles se comprometeram a limpar a pixação feita também." 
Eu não sei que droga de negociação é essa que a tal comissão está fazendo, e mesmo sem conhecer o regimento interno da USP, duvido que a invasão de um prédio, com os danos materiais e transtornos no atendimento aos alunos que querem de fato estudar seja algo permitido pelo regimento de qualquer instituição que se respeite. E quanto à diretora, cabe lembrar que é dever dela, entre outros, zelar pelo atendimento a esses alunos que querem estudar, além de zelar pelo patrimônio público. Não acredito que seja seu dever passar a mão na cabeça de alunos que depredam o patrimônio público. Ou impunidade virou prática pedagógica?
Quando a diretora e a própria reitoria não utilizam todos os meios de que dispõem para restabelecer a normalidade e impedir que isso aconteça novamente - expulsando esses vagabundos - prejudicam indiretamente a totalidade da comunidade acadêmica. 
A reitoria da USP disponibilizou ontem na internet vídeos das câmeras de segurança da reitoria durante a invasão. Vejam o que esses dedicados alunos da USP fazem:





Faculdade para quem quer estudar,  punição para quem merece
Parece repetitivo, visto que já escrevi um texto a respeito, mas se esses trogloditas querem se comportar como tal, e pior, passar da vagabundagem e desperdício de dinheiro público para uma carreira criminosa, que arquem com essas escolhas. Faça-se a vontade deles, e que se aplique tanto nosso código penal quanto o regimento da USP. Que essa comissão de negociação vá fazer algo mais útil, como identificar esses delinquentes e submetê-los a processos administrativos conforme o regimento da USP. Que a comissão ofereça denúncias à justiça para que eles sejam julgados por suas ações.
Pessoas que agem assim não só deveriam estar fora da faculdade, mas fora do convívio social. É assim que escolhemos tratar nossos criminosos, e a lei deve ser a mesma para todos, independente de sua escolaridade ou da "causa" que defendem. 

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