sábado, 12 de novembro de 2011

Parem de financiar ONGs

Tem coisas que dão até preguiça de comentar, mas lá vai. Saiu na Folha o seguinte:
Entidades pedem que bancos não financiem Belo Monte 
Entidades civis anunciaram nesta segunda-feira ter encaminhado documento a 11 bancos do país recomendando que não financiem a construção da usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA). 
Mais de 150 entidades assinam a "notificação extrajudicial", como a ONG Amigos da Terra, o Movimento Xingu Vivo Para Sempre e a Comissão Pastoral da Terra, ligada à Igreja Católica. 
Entre as instituições que, segundo elas, receberam o documento, estão BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Itaú-Unibanco. 
O documento diz que, caso as instituições bancárias financiem a obra, serão "automaticamente" responsáveis por danos ambientais que o empreendimento causar. 
Para as entidades, o projeto de Belo Monte é ineficiente e o EIA (Estudo de Impacto Ambiental) é incompleto, o que gera uma série de incertezas sobre os impactos ambientais e sociais. 
O documento critica a concessão da licença de instalação (segunda etapa do licenciamento ambiental) sem cumprimento de todas as condicionantes da licença prévia. 
O Ibama, responsável pelo licenciamento ambiental, declarou em ocasiões anteriores que o atendimento integral das condicionantes só é necessário no final da obra. 
Em nota, a Norte Energia --empresa que constrói a hidrelétrica-- afirmou que não se manifestaria porque não foi comunicada oficialmente sobre a iniciativa.
Bom, eu falei que estava com preguiça de comentar, e agora que tive que reler o texto estou mais ainda. Sério, esse pessoal não tem mais o que fazer? Há vários aspectos que podem ser comentados na notícia acima. Entre outros:
  • A irrelevância da notícia;
  • Por que a Folha achou que isso era relevante; e
  • Por que esses ongueiros acham que podem (e devem) se meter na gestão dos bancos.
Contudo, não vou discutir nada disso. Só acho que os bancos e todos nós devemos usar isso como um alerta do tipo de patrulha que os militontos ambientais, ecochatos e biodesagradáveis querem impor a toda a sociedade. 
Eu tenho uma sugestão que vale tanto para os bancos quanto para qualquer cidadão. Vamos parar de financiar essas ONGs, OSCIPs e assemelhados. Quando alguém se mete na sua vida já é algo ruim, mas quando alguém usa o seu dinheiro, o produto do seu trabalho, para lhe dizer o que você deve ou não fazer, isso é hediondo. Meu dinheiro exigiu muito estudo e trabalho para ser transformado em proselitismo barato. Imagino que o seu também.

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