terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Argentina cada vez mais parecida com a Venezuela

No Estadão Online:
Militares argentinos invadem sede de emissora de televisão do grupo Clarín, diz jornal
Evento marca um agravamento dos ataques do governo argentino ao grupo Clarín
Matéria publicada no jornal argentino El Clarín afirma que as Forças de Segurança Militares do país ocuparam a sede da Cablevisión, empresa de televisão a cabo que pertence ao grupo Clarín. 
De acordo com a matéria, mais de 50 militares chegaram à sede da Cablevisión no bairro de Barracas, acompanhados de funcionários judiciais e de câmaras do programa oficial do canal estatal. 
Conforme o jornal, a medida foi tomada devido à uma ordem emitida pela Justiça de Mendonza, localidade na qual o grupo de comunicação não possui operações. 
A ordem de invasão também teria sido motivada por uma denúncia do grupo Vila-Manzano, alinhado com o kirchnerismo e que ontem expressou seu apoio ao projeto para controlar o papel de imprensa. A matéria não revela os motivos da denúncia. 
Conforme o jornal, além da invasão, os militares estão pedindo todo o tipo de documentação aos executivos da companhia e revisando as bolsas das pessoas que entravam na sede do grupo. O evento marca um agravamento dos ataques do governo argentino ao grupo Clarín.
Comento
Ao invés do restante dos países da América do Sul contribuírem para o fortalecimento (agora resurgimento) de uma democracia na Venezuela, aparentemente é o modo chavista de governar que está se espalhando pelo subcontinente. Não que seja somente a influência de Chávez que causa todos os problemas da Argentina, porém ataques à imprensa e à liberdade de expressão são uma tática clássica dos totalitaristas. Acusações absurdas também fazem parte do método, e a Venezuela é atualmente o maior expoente de totalitarismo no subcontinente.
Contudo, não vamos esquecer que os argentinos, tal como os brasileiros, têm um pendante para o messianismo populista. Se lembram do casal Perón? Pois é, lá na Argentina eles tiveram os Perón, agora têm os Kirchner (ela no poder e ele como poderoso cabo eleitoral, mesmo falecido). Aqui no Brasil tivemos Lula, e agora estamos com Dilma. Vamos ver quanto tempo demora pra episódios como esse que está acontecendo na Argentina começarem por aqui. Tentativas não faltam.

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