terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Belo Monte: Irmã Wenzel, vá se confessar

Estou gostando de receber as notícias do ecodebate, apesar de não ver muitos debates por lá, já que até agora só vi notícias ambientalistas. A última que li foi a entrevista da Irmã Ignez Wenzel. Ela é parte daquele tal  "Movimento Xingu Vivo para Sempre" (eu nunca soube de um rio desse porte que "morreu"). A entrevista dela chamou minha atenção não porque ela apresente algum pseudo-argumento novo contra Belo Monte, porque contenha alguma solução interessante, pelo ineditismo de suas idéias ou mesmo pelos absurdos que ela fala. A irmã chamou minha atenção pela incoerência entre sua propalada crença e suas palavras. Alguns trechos da entrevista, divididos pelos mandamentos que a irmã infringiu:

Não levantar falsos testemunhos
Reunimos cerca de cinco mil pessoas. Os indígenas coordenaram parte do evento onde todo mundo teve direito de fala, inclusive o governo e os representantes da Eletrobrás. Durante a explanação do representante da Eletrobrás os indígenas começaram a dançar, demonstrando que não estavam satisfeitos com os argumentos dele. Ao manifestar que também não concordava com os indígenas, o representante da Eletrobrás caiu no meio deles e sofreu um pequeno corte no braço. Algumas pessoas ainda respondem processo com a alegação de terem armado os indígenas. Mas não foi isso que aconteceu. Essas pessoas apenas possibilitaram os ornamentos necessários para uma manifestação digna da cultura deles. [grifo meu]
Essa é a explicação da irmã sobre o evento (que comentei em texto de setembro de 2011) em que o Engº Paulo Rezende, da Eletrobrás, foi agredido por índigenas em uma reunião sobre Belo Monte. Vejam os vídeos que estão lá. Confrontada com os fatos, a irmã não apresenta nenhuma dúvida: mente. A versão que ela apresenta é tão ridícula que se formos analisar seu discurso podemos chegar à conclusão que a culpa foi de Paulo Rezende, que não deveria ter discordado desse bando de índios pacíficos que estavam "dançando" com facões para demonstrar que "não estavam satisfeitos com os argumentos dele". Ahh, e repetindo o que já falei no outro texto: "facão faz parte da cultura indígena kayapó"? E cortar seu opositor é uma "manifestação digna da cultura deles"? Então a cultura deles é a barbárie. E nesse embate entre a civilização e a barbárie, a irmã Wenzel está com a barbárie. 

Amar a Deus sobre todas as coisas
Não usar o nome de Deus em vão
O capital fala alto, é o maior Deus do mundo.
Nenhum dos ateus que conheço são tão radicais assim a respeito do capital. Mesmo livros que tratam o ambientalismo como religião se abstêm de fazer uma afirmação tão forte assim. 
Uma das minhas posições a respeito de religião é respeitar que cada um possa escolher suas crenças ou mesmo optar por não ter crença alguma. Contudo, há duas coisas que não gosto: hipocrisia e pregação. Não gosto de gente que não pratica o que fala nem de gente que quer empurrar sua crença goela abaixo dos outros. 
No caso de uma religiosa como irmã Wenzel, é de esperar que ela tente converter as pessoas, já que sua função é espalhar a palavra. Contudo, imaginei que a palavra que ela tentasse espalhar fosse a doutrina cristão, não o evangelho ambientalista. 
O que irmã Wenzel fala não respeita a doutrina cristã. Mente, usa o nome de Deus em vão, e aparentemente coloca o capital acima d'Ele. Ou isso é uma crise de fé, ou ela precisa urgentemente se arrepender e confessar seus pecados. 

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