quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Minhas férias no Zimbábue

Recebi da minha mais fiel leitora (ela sabe quem é) o link para essa notícia no G1:
A companhia aérea alemã Lufthansa vai repassar aos clientes cerca 130 milhões de euros (R$ 314,3 milhões) referente aos custos de permissão para emitir carbono, cumprindo as regras do novo regime do comércio de emissões da União Europeia.
A maior empresa do setor na Europa disse nesta segunda-feira (2) que vai adicionar o custo do programa à sobretaxa de combustível, se tornando a primeira companhia a dar detalhes de como planeja lidar com esta responsabilidade ambiental.
"Em face da intensiva competição, especialmente de companhias de países não europeus, cuja produção está sujeita a comércio de emissões somente a uma pequena escala, a Lufthansa terá que passar a carga via preços de passagem, como sugerido pela União Europeia", disse em comunicado.
No entanto, no curto prazo, a aérea não aumentará as existentes sobretaxas, que já sofreream aumento no mês passado - de cerca de 102 euros para 122 euros por trecho para voos intercontinentais e para 31 euros para voos domésticos e europeus - apesar de ter dito na época que a inflação dos valores ocorreu somente para cobrir maiores custos de combustível. 
A partir deste ano, todas as companhias aéreas que chegarem ou saírem da União Europeia terão que acertar as contas pelas emissões de CO2, como parte de uma expansão do maior mercado de carbono do mundo.
As empresas e suas associações hesitaram ao regime e até o desafiaram na Justiça, dizendo que o imposto ambiental tributaria uma indústria que já está sobrecarregada com crescentes preços de combustível, feroz competição e taxas nacionais. 
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) estima que o custo anual geral para a indústria, resultado do novo regime de emissões, aumente para 2,8 bilhões de euros até 2020, cerca de 900 milhões de euros apenas neste ano. 
Colhem o que plantam
Lamento dizer:  colheram o que  plantaram. As empresas desafiaram na justiça a taxa? Depois do estrago feito? Ora, a hora de brigarem era quando os ambientalistas estavam inventando essas sandices. Ao invés do ouvirem o pessoal do marketing e investirem milhões no mito da "sustentabilidade da propaganda" (conhecida em círculos sérios como greenwashing), deveriam ter aderido ao debate e pronunciado um sonoro "não!" aos parlamentares europeus e às boas almas altruístas (é sarcasmo, ok?) da ONU que inventaram essa palhaçada. 
A Europa está em crise? Isso não é notícia nova. No último episódio dos Simpsons há uma frase que expressa o tamanho da encrenca: "União Européia coloca Grécia a venda no eBay". Se o custo geral até 2020 será de 2,8 bilhões de euros, será que eles financiam a compra da Grécia em 1 entrada + 96 parcelas mensais?
Por não ter vivido na Europa, achava que havia uma pitada de sanidade por lá. Agora estou torcendo pra que eles vão todos à falência. Quem sabe assim eles aprendem que a atividade econômica não é estimulada por retórica ambientalista barata.

Esse autor no Zimbábue
Eu estou planejando uma viagem para a Europa neste ano. Vou usar minhas milhagens. Se tentarem me cobrar milhas adicionais pra cobrir as emissões de carbono, vou pros EUA, Caribe ou algum lugar onde eu não tenha que pagar pra agradar os ambientalistas. 
Do jeito que as coisas vão, estou correndo o sério risco de passar minhas férias no Zimbábue. Ao menos lá a maioria das bestas ainda anda sobre quatro patas. 

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