domingo, 18 de março de 2012

Mais uma do ambientalismo melancia

Um amigo compartilhou no Facebook uma notícia da Carta Capital. O título? "RJ: Milionários destroem mata nativa com mansões". Então vi que o texto original é da Bloomberg (link aqui), e foi escrito por Adriana Brasileiro. É sério, o sobrenome dela é este, e ela escreve no Brasil. E o título original é ainda pior: "Ricos do Brasil não tem vergonha em construir casas em áreas de preservação natural" (tradução minha). 
O resumo da ópera é esse: milhares de cliques para dizer que alguns ricaços construíram casas em APPs. Como sempre, a justificativa para que consigam fazer isso é que eles são ricos e possuem bons advogados. 
Obviamente sou contra a ocupação de áreas protegidas pela legislação, porém sou a favor da isonomia. Minhas sugestão para a Bloomberg: faça uma série de reportagens sobre áreas ilegalmente ocupadas. Abaixo, sugiro alguns dos próximos textos (podem copiar, não me importo):
  • Pobres brasileiros constróem barracos em áreas de preservação natural;
  • Organizações criminosas se instalam em áreas ocupadas ilegalmente;
  • Agricultores brasileiros plantam em áreas de preservação: 'preciso disso pra viver', diz desavergonhado.
Como falei, sou contra que se ocupem ilegalmente áreas protegidas, e acho que é necessário que a legislação mude. Mas tratar do assunto como se somente os ricos desrespeitassem as leis é mostrar só parte da questão. E nesse caso, omitir é mentir.
Isso é clássico do ambientalismo melancia - verde por fora e vermelho por dentro - usar o ambiente como meio para luta de classes. Quando um rico ocupa uma APP é um escândalo. Quando um pobre faz um barraco no mesmo morro, é culpa da "desigualdade social". Para mim, bandido é bandido independente do saldo da conta.

Um comentário:

  1. Esta justificativa dos "bons advogados" eu mesma ouvi de um professor de Gestão do Meio Ambiente em nível de pós-graduação;como única lógica. A conclusão da aula foi, sem surpresa alguma, uma pregação de lutas de classes, "como se não houvesse amanhã". Foi divertido fazer esta disciplina e terminá-la em clima de "culto". Confirma a falta de capacidade de auto crítica e a preguiça mental através de amostra da sociedade que faz de conta que escuta e já cansou de ouvir falácias e bobagens a cerca do "mico-leão-dourado" porém perdeu o interesse de pensar e de ao menos dizer - Parem, tenho mais o que fazer.

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