quinta-feira, 14 de junho de 2012

Rio+20: Circo montado, o palhaço é você

A Rio+20 ainda não mostrou a que veio, mas os melancias já estão todos assanhados. Começou com aquela idéia absurda de criar um fundo de US$ 30 bilhões para financiar ações sustentáveis nos países em desenvolvimento. A proposta partiu de um grupo chamado de "G77+China". Essa estrovenga é uma patota de diplomatas de países em desenvolvimento, e apesar do nome, engloba 132 países (ou 131, dependendo em que página do site deles você for). Segundo seu próprio site, o grupo patrocina projetos de cooperação Sul-Sul, aquela bobagem defendida pelo Celso Amorim, o mesmo que acha que diplomatas não precisam saber inglês. Nesse grupo, o Brasil encontra-se muito bem acompanhado, junto a Afeganistão, Cuba, Irã, Sudão, Venezuela, e todo esse pessoal realmente preocupado com a liberdade dos cidadãos e a defesa do meio ambiente. 

O Rio é uma festa
Já falei em outra ocasião sobre como a Rio+20 seria cara (aqui) e inútil, mas ainda estou aguardando o fim da conferência para ver o tamanho da conta geral. Contudo, posso dizer que já acertei algumas previsões, por mais pessimistas que elas fossem. Quando falei que não serviria para nada, me disseram que era porque eu não gostava do ambiente. Como se eu pudesse ser contra o oxigênio que respiro. Vejam essa notícia:
...a primeira proposta do presidente de mesa das negociações, o sul coreano Kim Sook, foi tipicamente carioca. "Me deixe primeiramente propor que as reuniões do Comitê Preparatório tenham um código casual de vestimenta”, disse em seu pronunciamento de abertura. Tradução: homens não precisam de terno e gravata, mulheres podem usar roupas casuais.
Entre resolver o problema imaginário do aquecimento global antropogênico e o problema bem real do aquecimento dos suvacos, eles optaram por algo prático. Até gostei. Pelo menos não tentaram tungar seu dinheiro. Parece que eu sou agressivo? Vamos ver outro exemplo: Em outro texto (aqui) escrevi que a Rio+20 seria a maior rodinha de violão do mundo. Isso cinco meses atrás. Adivinhem o que aconteceu? 
Ainda não foi possível medir o resultado das negociações no primeiro dia de comitê preparatório para a Rio+20. Mesmo assim, os diplomatas ... puderam fazer uma pausa para sambar. O governo brasileiro proporcionou uma recepção aos participantes da conferência no início da noite. Os visitantes puderam beber vinho nacional, comer salgados e confraternizar ao som de uma banda tocando ao vivo o ritmo mais celebrado do Brasil. (da Veja Online)
Há mais por trás disso
Pelo que se vê acima, parece um bando de malucos inofensivos fazendo festinha. Longe disso. Assistam o trecho abaixo do Jornal Nacional de ontem (13/06/2012) e vejam que as aspirações deles são bem maiores.


Vocês viram isso mesmo. A estimativa de gastos para implantar a tal "economia verde" é de 1,3 trilhões de dólares ao ano (leiam mais aqui). Só pra lembrar quantos zeros há nisso: U$ 1.300.000.000.000,00. POR ANO!! E a cobertura jornalística, nesse caso, só serve para aumentar a desinformação. O repórter André Trigueiro parece estar competindo com o Claudio Angelo, da Folha, pra ver quem ganha o prêmio de despachante do Greenpeace do ano. A comparação entre esse gasto proposto com a tal "economia verde" e gastos militares é mera retórica vazia. Para que vocês tenham uma idéia do quanto isso custaria, a tomada do sistema financeiro da Espanha pelo Banco Central Europeu custou U$ 126.045.071.196,00 (126 bilhões de dólares, pelo câmbio de hoje). Ou seja, nem 10% do que eles pretendem gastar por ano. Outra comparação válida é em relação ao maior PIB do mundo, o dos EUA, de 15,06 trilhões de dólares. A proposta é gastar 8,63% do PIB americano na tal economia verde. Utilizando a mesma comparação, o gasto militar dos EUA fica em torno de 4,6% de seu PIB. 
O repórter mais verde da TV brasileira também falou sobre o tal fundo de 30 bilhões ao ano. Adorei a resposta do negociador-chefe brasileiro: a proposta é muito bem recebida entre os países em desenvolvimento (que receberão dinheiro), mas não bem recebida entre os países doadores. Ora, se alguém quiser me dar dinheiro, eu também receberei bem a idéia. E se alguém quiser meu dinheiro sem me oferecer nada em troca, óbvio que não receberei bem a idéia.

A utopia é deles, o dinheiro é seu
Os ambientalistas melancia estão reunidos no Rio para destruir o capitalismo em nome do ambiente, metendo a mão no seu bolso, como Thomas DiLorenzo expôs muito bem no artigo "As melancias totalitárias se encontram no Rio - e querem empobrecer você". Agora que vocês já sabem que a proposta de economia verde dos melancias custará U$ 1,3 trilhão ao ano, cabe lembrar de algo que vivo dizendo aqui: você paga essa conta. Dividindo esse montante todo por uma população global de 7 bilhões, sabem qual o custo para cada cidadão do planeta? U$ 185,71 por ano. É isso que custa a utopia deles. 

O que fazer?
Ainda não achei uma solução que eu considere ideal para evitar que esse tipo de bobagem se dissemine, mas dado o potencial danoso caso se siga por esse caminho da "economia verde", declaro, no mesmo espírito dos ambientalistas apocalípticos, que temos que fazer "algo". Entre todas as alternativas que me vieram à cabeça, me inspirei no Antônio Patriota, e tenho uma proposta que é economicamente viável e manterá os animais racionais a salvo da sanha dessa gente: Vamos pegar somente 0,01% do 1,3 trilhão que eles querem gastar por ano. São 356 mil dólares ou 734 mil reais por dia. É o suficiente para os enchermos de salgadinhos, vinho vagabundo e rodas de samba até a Rio+40. Pelo menos preservamos a próxima geração.

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