terça-feira, 3 de julho de 2012

Rio+20: É piada?

No começo do ano, escrevi uma postagem falando que se gastaria muito dinheiro com a Rio+20 (aqui), e adivinhem? Eu estava certo. Mesmo com todo o escândalo do aumento dos preços da hospedagem, aluguel de carros, restaurantes e outros serviços e produtos normalmente adquiridos pelos visitantes, vejam a notícia abaixo (do G1):
O turismo na cidade movimentou R$ 274 milhões durante os 10 dias da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. O número foi divulgado neste domingo (24) pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que dois dias após o fim do evento, apresentou um balanço do legado que a conferência deixou para o município.

Segundo o secretário de Turismo, Pedro Guimarães, o Rio recebeu cerca de 110 mil turistas, um aumento de 50% em relação à previsão inicial. De acordo com as estatísticas da prefeitura, cerca de 45 mil pessoas estiveram no Riocentro, onde aconteceu o encontro dos chefes de Estado, e mais de 1 milhão de pessoas participaram dos eventos paralelos à Rio+20, principalmente da Cúpula dos Povos, que teve um público de 300 mil pessoas, e do Projeto Humanidade 2012, no Forte de Copacabana, ambos na Zona Sul da cidade.
Prós e contras
Vamos tentar ver os prós e contras da realização dessa conferência no Rio:
  • Caos no trânsito.
  • 3 dias de escolas e repartições públicas fechadas.
  • 144 toneladas de lixo.
  • Uma das semanas mais chatas do noticiário.
  • Aquela zona no Aterro do Flamengo.
  • Prejuízo líquido.
Se somente em verba federal para segurança foram gastos R$ 430 milhões e o turismo movimentou R$ 274 milhões, alguém pode me explicar por que alguém ainda acha uma boa idéia fazer uma conferência dessas no Rio?
Prometi que falaria os prós também. Infelizmente só encontrei um vídeo dizendo quais seriam os benefícios, que está abaixo:


Esse cidadão aí do vídeo é Sérgio Besserman Vianna, e ele foi um dos maiores entusiastas da Rio+20, sendo inclusive o, por assim dizer, "responsável" pela organização do evento pela prefeitura do Rio. Tentei transcrever seu discurso para elencar os benefícios, mas me perdi em todas as abstrações quase esotéricas que nunca imaginei que ouviria de um economista. Cadê os números? Cadê o lucro para a cidade? Até onde entendi, pois sou muito mais afeito a números que a sentimentos, o benefício é que o Rio venderia sua marca como uma cidade "sustentável", e que aumentaria nos cariocas o sentimento de uma cidade dinâmica, rumando a mais sustentabilidade. Não sei se é isso mesmo. Me pareceu o Gilberto Gil tentando explicar mecânica de fluidos.
Só depois me lembrei quem é o Sérgio Besserman. Ele é aquele cara que ficou conhecido como o "louco do IBGE" quando foi presidente do órgão (e fez um bom trabalho com o Censo 2000, admito), mas o mais importante é que ele é o irmão mais velho do falecido humorista Bussunda, do Casseta & Planeta.
Sérgio Besserman pode ser um bom economista. Eu duvido. Para mim, economista que não faz conta é como cozinheiro que não sabe o que é um fogão. Já como humorista, ainda que não tenha o talento do irmão, esse vídeo mostra que ele tem futuro. É só não se levar a sério.

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