sexta-feira, 20 de julho de 2012

Só mudaram de CEP

Cheguei tarde à notícia, mas hoje foi um dia peculiar para nós que gostamos de responsabilidade no trato com as questões ambientais. Não acho legal comemorar, mas hoje algumas peças do jogo de mentiras que se propagam sobre meio ambiente saíram (ainda que temporariamente) do tabuleiro.
O presidente do INCRA, Celso Lacerda, saiu (ou melhor, "foi saído") do cargo hoje. Infelizmente, ao que tudo indica (veja notícia), ele foi demitido, na minha opinião, pelos motivos errados. Se, como escreve a Folha, ele foi demitido pelos baixos números de assentamentos, acho que ele merecia uma medalha, não um ingresso no seguro-desemprego. Não falo isso pelos assentados em si, que são, pelos poucos que conheço, gente honesta e trabalhadora; mas porque o INCRA virou o ninho do MST, que suga dinheiro, manda e desmanda no órgão. Duvidam? Vejam no portal da transparência os convênios firmados pelo INCRA e calculem quanto disso cai no bolso dos bandidos do MST. O melhor jeito de um presidente do INCRA perder o cargo é desagradar o MST. E se foi por isso que ele caiu, repito, merece uma medalha.
Já o Valor Econômico informa (link):
O Greenpeace Brasil está em um processo de reestruturação interna. Nas últimas semanas, três ativistas do alto escalão foram realocados ou afastados do cargo. Paulo Adário, diretor da campanha Amazônia e talvez o rosto mais conhecido do Greenpeace no Brasil, deixa nos próximos meses sua base em Manaus para se tornar um líder global em florestas tropicais. Sérgio Leitão deixa a direção de campanhas e retorna à direção de políticas públicas, onde tradicionalmente atuou, e Kiko Britto deixa a direção de comunicação da ONG. De acordo com o Greenpeace, nenhum nome foi escolhido ainda para ocupar esses cargos.
Se Paulo Adário vai sair do Brasil, já é um ganho para o país. E a mudança da direção de campanhas,  bem como a direção de comunicação, lamento dizer, também demorou. As campanhas do Greenpeace estão tão maçantes e bobas que já estava quase  perdendo a graça responder no twitter às mensagens bobas que eles enviam. Além do fato que é meio ridículo uma ONGs estrangeira vir fazer campanha no Brasil contra a mudança do código florestal e contra o desmatamento quando nosso país está cheio de florestas e a Holanda, sede do Greenpeace, não possui nem 1% de mata nativa preservada. E olhem que nem falei do imbróglio Greenpeace x JBS. Sinceramente, que campanhas desastrosas!
Outro que perdeu o emprego hoje foi o repórter Cláudio Angelo, da Folha de São Paulo, como informa o Coturno Noturno. Pra quem é leitor desse blog e tem boa memória, vai lembrar que Cláudio Angelo é aquele repórter que chamei (nesse texto e nesse outro) de despachante do Greenpeace na Folha. 
Como não sei o que veio antes, se a vaga de diretor de comunicação do Greenpeace abriu antes da demissão do Cláudio Angelo ou o contrário; o que importa é que agora ele poderá cobrar todos aqueles favores que fez aos ongueiros holandeses enquanto esteve na Folha. Será uma vitória para ambos os lados: um terá um jornalista profissional cuidando da sua comunicação, enquanto o outro poderá parar de fingir ser repórter e se dedicar integralmente a seu ativismo. A não ser que ele só escreva de graça pro Greenpeace, claro.

2 comentários:

  1. ae seu otario você nao sabe o que diz! play boy

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    1. Então, leitor anônimo, você além de não saber o que fala (pois não deu opinião alguma), não sabe escrever.

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