terça-feira, 21 de agosto de 2012

Venezuela: a utopia ambientalista

O Brasil é mesmo muito atrasado. Na Venezuela, estão em ação medidas para reduzir as emissões de carbono. Contudo, a mídia alinhada ao imperialismo yankee deturpa as notícias, como pode ser visto nessa reportagem da Veja Online:
O ditador venezuelano Hugo Chávez reconheceu neste sábado que o país continua sofrendo "graves problemas" de fornecimento de energia elétrica. "Eu sei que aqui no estado de Bolívar ainda e sobretudo em Cidade Bolívar há graves problemas, graves falhas na energia elétrica, eu sei, e aqui também, em San Félix, bom e em quase toda Venezuela", disse Chávez em um ato de campanha nesta última cidade, no sudeste do país.
Chávez, que comanda o país desde 1999, culpou a falta de investimentos durante as gestões anteriores à sua pelas carências do sistema elétrico nacional. "Apesar dos gigantescos esforços que o governo fez ainda não terminamos de recuperar, de construir um sistema elétrico nacional", disse. O tirano defendeu o plano de investimentos que realizou durante seu governo, que se encontrou em 2010 perante uma severa crise de energia elétrica, a qual chegou a paralisar setores da economia.
Obviamente a Veja deturpou o texto do anúncio do grande líder Chávez. Na verdade, o discurso original dizia que a Venezuela está implantando controles para poupar os recursos minerais e diminuir a pegada de carbono dos cidadãos. Coisa de quem, como capacho dos imperialistas, só sabe inglês e não aprendeu nada de espanhol. Ora, dona de uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela poderia fornecer energia a toda sua população a custos baixos. Contudo, pensando no bem de todos e no cumprimento de suas obrigações constitucionais (Constituição da República Bolivariana de Venezuela, de 20/08/2012, às 17:56h) e dos tratados internacionais firmados, o companheiro Chávez colocou a nação no rumo certo: menos emissão de carbono. Opiniões contrárias são propaganda imperialista, como pode ser visto abaixo.
Segundo o tratado de Kyoto, os países industrializados (o companheiro Chávez inventou a industrialização) devem almejar que seus níveis de emissões de CO2 se igualem àqueles de 1990. Em um país como a Venezuela, onde a matriz elétrica é majoritariamente térmica a óleo, há duas formas básicas de se atingir esse objetivo: diminuir a geração de energia, ou reduzir o consumo. 
O governo Chávez, que não mede esforços, em um movimento ousado decidiu implantar simultaneamente as duas medidas. Em um plano de longo prazo, nesse anos se completam 13 anos sem investimento em novas usinas, sistemas de transmissão e distribuição. Na questão da redução de consumo, optou-se por tratar o problema na fonte, com ações de redução da população. Isso foi atingido pela diminuição sistemática da produtividade agrícola, deterioração dos meios de transporte e saneamento. O aumento da criminalidade, ainda que não planejado, auxiliou a atingir as metas estabelecidas.
Até o momento, o plano do companheiro Chávez é um sucesso. 

E o Brasil?
Já o Brasil segue no sentido contrário. O país continua investindo, por meio da iniciativa privada, em energia barata, que pode ser vendida à população a preços módicos. Recentemente, setores subordinados ao Capital aprovaram uma mudança da legislação que permite que os pequenos proprietários agrícolas possam regularizar a sua situação fundiária, em uma tentativa de submeter os campesinos ao mercado. A população de classe média, inconsciente de seu dever de classe, continua sendo iludida com um dos menores preços de alimentos do mundo, e ainda não aderiu à revolução verde. Várias campanhas de conscientização realizadas por ONGs organismos internacionais não conseguiram convencer a população brasileira que é melhor ter matas ao invés de comida barata na mesa. Aparentemente, o retrógrado povo brasileiro dá mais valor à comida dos seus filhos que ao habitat do mico-leão-dourado, apesar desse simpático animal ser um símbolo de prosperidade, como demonstrado nas cédulas do Real.
Apesar de atrasado na questão de redução de emissões, o Brasil contribuiu para a atualização da legislação venezuelana, a qual já incorporou as melhores práticas de desenvolvimento sustentável brasileiras, determinando que 80% das terras da Venezuela também serão improdutivas, a exemplo da amazônia brasileira.

Pensando no futuro
Voltando à situação venezuelana, cabe ressaltar que o planejamento do companheiro Chávez a respeito do meio ambiente e principalmente das emissões de carbono não se restringe à geração atual. Fontes do alto escalão do governo e analistas internacionais afirmam que o plano de redução de emissões de Chávez foi tão bem executado nos últimos 13 anos que mesmo que Chávez saia do poder nas próximas eleições, levará ao menos 40 anos para que a Venezuela retorne às condições de 1990.




---------------------------XXXXXXX---------------------------

Atualização: Para explicar a discordância entre esse texto e os demais que já publiquei, esse texto foi originalmente escrito como tarefa para a aula de "Introdução à redação esquerdista", mas acabei publicando sem querer. 

Nenhum comentário:

Facebook Blogger Plugin: Bloggerized by AllBlogTools.com Enhanced by MyBloggerTricks.com

Postar um comentário