quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Os antolhos esquerdistas

É notório que comunistas, socialistas, ambientalistas e outros retardados sem denominação específica que se dizem algum outro "ista" enxergam o mundo com uma ótica muito específica. Na verdade, pode-se até dizer que eles tem uma ótica parecida com aqueles cavalos de carga, que por conta dos antolhos (aquele tapa olho dos cavalos) não consegue ver nada além do que a pessoa que segura o cabresto permite. Esses esquerdistas são assim. O cabresto intelectual lhes é tão confortável que repetem os mesmos caminhos mentais sem sequer tomar conhecimento do mundo que os circunda.
Hoje me deram a dica do uma página no site do PC do B que comprova essa afirmação. Vejam o que nossos comunistas dizem lá (eles em vermelho, pra combinar):
Qual a opinião do PCdoB sobre as privatizações?
A política brasileira de privatização tem origem externa. É parte da política neoliberal, adotada pelo capitalismo desde a década de 1970. Começou pela Inglaterra, que buscou re-energizar sua economia por intermédio do fortalecimento do capital privado, da concorrência e da capitalização do Estado para controle do déficit público. A privatização abriria novos e amplos espaços para os grupos privados e, promovendo receitas extras com a venda de estatais e a concessão de serviços, permitiria ao Estado saldar suas dívidas ou investir em áreas que julgasse prioritárias.
Vejam que a idéia deles é tão torta que eles imaginam que cabe ao Estado abrir "novos e amplos espaços para os grupos privados", ou seja, a participação privada (minha, sua, ou de alguma empresa) na economia é uma mera concessão do Estado, e não um direito meu e seu de investirmos no que bem entendermos. 
As privatizações nos países mais desenvolvidos não modificaram essencialmente o quadro econômico vigente. Em países como o Brasil, as privatizações afetaram a economia, particularmente a soberania nacional. As empresas já privatizadas constituíam parte fundamental do patrimônio público construído com recursos próprios.
Dizer que as privatizações nos países desenvolvidos não modificaram a economia é uma falsificação histórica. O mesmo se repete quando o partido afirma que as privatizações afetaram a soberania nacional. Ora, como a concessão de uma estrada afeta a soberania nacional? A OHL vai fechar as rodovias se Dilma falar "¿Por qué no te callas?" para o Rei Juan Carlos? Sabem o que é uma ameaça à soberania nacional? Terras Indígenas e Unidades de Conservação em fronteiras. E o PC do B apóia essas.
Que resultou em proveito do país o dinheiro conseguido com as privatizações? Literalmente, nada. Vendendo essas empresas, ficamos mais pobres e mais dependentes.
Cadê esse dado de que a população está mais pobre? Ora, o governo do qual o PC do B faz parte da base de apoio vive falando que a população está menos pobre, que a desigualdade está diminuindo, que a classe média está crescendo, e o PC do B não concorda com nada disso? 
O ministro dos esportes, Aldo Rebelo, talvez o mais famoso político do PC do B, vive no twitter, provavelmente utilizando um celular cujo chip qualquer um com 30 reais compra na banca de jornais da esquina. Na época pré-privatização, um telefone fixo custava quase um carro. O cidadão tinha que brigar com a mulher porque adiou a reforma da cozinha pra comprar um telefone. E o PC do B diz que não houve nenhum proveito das privatizações?
O governo promove em diversas estatais diferentes tipos de reajustes prévios às suas alienações e, em alguns desses ajustes, gasta mais dinheiro do que recebe ao final da venda da estatal. Títulos públicos desvalorizados, comprados no mercado com 20%, 30% e até 40% abaixo do valor de face, são utilizados na compra de estatais com seu valor integral. Grupos econômicos estão sendo fortalecidos, conglomerados estão sendo formados, monopólios são favorecidos. Riqueza propriamente não tem surgido, pois a privatização é transferência de riqueza, não criação da mesma. Investimento estrangeiro aplicado em privatização ocupa fábrica, não a implanta.
É por isso que a Vale era uma empresa quase falimentar quando foi privatizada e agora é uma das maiores mineradoras do mundo? O PC do B diz que a privatização favorece monopólios. Eu sou da opinião que qualquer monopólio é insidioso, por isso acho que a economia deve ser tão livre quanto possível, para permitir o surgimento de concorrência. Um exemplo simples é a GVT, que implantou sua rede de telefonia e dados do zero, e inclusive fornece meu acesso a internet aqui em casa. Porém, para o PC do B, o monopólio é ruim, exceto quando é monopólio do Estado. 
A infra-estrutura do país, com a escassez do investimento público e as privatizações, está sendo deteriorada e ficando aquém da demanda exigida por um crescimento, mesmo que contido, como a insólita situação atual, por suas dimensões, marcada pela insuficiência da geração de energia elétrica, em decorrência da queda dos investimentos nestes últimos anos. A crise energética, gestada principalmente nos governos de Fernando Henrique, demonstra o grau de liquidação que alcançou o Estado nacional brasileiro. Os "investimentos" oriundos das privatizações não aumentaram sequer um megawatt a capacidade instalada no setor de energia. O governo, ao acatar as imposições do FMI, que não permitiu inversão estatal em produção e transmissão de energia elétrica, levou o sistema hidroelétrico brasileiro, moderno e seguro, ao descalabro. Diante disso, a expectativa é de queda do crescimento econômico já contido e de mais desemprego.
O trecho em destaque acima foi o que mais chamou minha atenção no "texto" do PC do B. Como assim os investimentos das privatizações não aumentaram nem 1 MW de energia no sistema? Se for assim, estou esperando para acordar de um sonho de 12 anos, pois esse é o tempo que trabalho com geração de energia e só trabalhei para a iniciativa privada. Só nas usinas que já trabalhei, a capacidade instalada (nunca parei pra contar) passa com folga 2.000MW.
Mas não acreditem em mim. Façam como eu fiz e dêem uma olhada no Atlas de Energia Elétrica do Brasil, feito pela ANEEL (disponível para download gratuito aqui), onde na página 34 se encontra o quadro abaixo:

É óbvio que nem todo aumento da geração se deve a investimentos privados, porém afirmar que sequer um 1 MW foi adicionado pela iniciativa privada não é exagero, é mentira mesmo.
O PCdoB denuncia a política de privatizações adotada pelo governo e desmascara o seu caráter antinacional, além da forma nebulosa, cheia de suspeitas, com que é realizada. No documento "Um novo rumo para o país (Pontos para um programa mínimo da oposição)", o Partido propõe que o programa do candidato da oposição às eleições presidenciais de 2002 contemple dentre os seus itens: "Suspender as privatizações de empresas e setores estratégicos para o desenvolvimento e a soberania nacionais, como a geração de energia e o saneamento. Revisão das privatizações já realizadas nos setores estratégicos".
Só chegando aqui notei que esse texto do PC do B provavelmente é um pouco velho. Isso é coerente com eles, cujas idéias a respeito de política e economia passaram ao largo de todo o Século XX, em especial os 100 milhões de mortos do comunismo (aqui). 
Já escrevi aqui no blog que qualquer um pode defender suas opiniões, porém quando precisa mentir para alcançar seus interesses, é certeza absoluta que esses interesses não são nem um pouco nobres. E para isso servem os antolhos dos esquerdistas, para impedir que o indivíduo analise e julgue o mundo ao seu redor, preso no cabresto do partido, do sindicato, da ONG e dos "movimentos" mil que afloram por aí. 
Nesse ponto o cavalo é mais esclarecido que esquerdistas, pois mesmo com seus antolhos, ao menos o cavalo olha para frente. Já os antolhos esquerdistas só permitem que eles olhem para trás.

domingo, 23 de setembro de 2012

Vagabundagem é falta de fome, frio e chuva

Recebi esses dias um e-mail de um amigo falando da quantidade de "categorias" em greve. Segundo ele, e pelo que verifiquei, no dia em que recebi o e-mail, estavam em greve "trabalhadores" dos correios, bancos, universidades, fiscais agrícolas e até o pessoal do supermercado da esquina da minha casa. Entendo a raiz histórica do direito de greve e até o fato que há alguns direitos que foram adquiridos pelos trabalhadores. O problema é que essa legislação é extremamente anacrônica, e leva a situações ridículas como o número de "trabalhadores" em greve. Acho que já passamos do razoável. Peguem como exemplo os bancários. Eu fui à agência do BB mais próxima da minha casa, onde encontrei dois vermelhinhos do sindicato colando cartazes  na fachada da agência. Tive com eles a seguinte conversa:

- Quais são as reivindicações dos bancários?
- Aumento de salário, diminuição de jornada e maior segurança nas agências.
- E quanto de aumento vocês estão pedindo?
- 10%
- E vocês não se contentam com menos?
- Não, isso é um direito dos trabalhadores e blablabla...
- E querem reduzir a jornada em quanto?
- 25%. Redução de 8 para 6 horas diárias.
- Deixa eu ver se entendi, menos horas, porém com aumento de salário?
- Exatamente, pois o trabalho feito pelos bancários exige muito dos trabalhadores blablabla...

Aí eu já vi que não seria atendido na agência, portanto decidi minimizar minha perda de tempo e voltar para casa. No caminho lembrei que não fiz uma pergunta muito importante: e se os bancos só aumentarem a segurança das agências? Os bancários topam voltar ao trabalho?  Ora, 10% de aumento? Quem, dentre meus leitores, especialmente aqueles que trabalham na iniciativa privada, teve 10% de aumento em um ano? E desse grupo, quem teve aumento de salário, diminuição de carga horária, e reformas no escritório? Pelo que pesquisei, dos 10% reivindicados, 5% são reajuste da inflação no período, enquanto os outros 5% seriam ganho real. Isso significa exatamente o que parece: Eles querem menos horas de trabalho, um aumento de salário, e ainda que seus empregadores invistam mais no ambiente de trabalho. Ora, longe de mim gostar de meu banco, porém até um semi-analfabeto em economia como eu sabe que se algum empresário gasta mais com mão de obra, tem que contratar mais gente para cobrir o horário de atendimento e precisa gastar mais na sua estrutura de negócios, alguém vai pagar essa conta, não? E quem é que paga por isso? No caso dos bancos, aposto a extremidade inferior do meu sistema digestivo que quem pagará a conta é o cliente. Você, eu e todos que tem uma conta em banco pagamos por isso. 

Não gosta do seu trabalho? Faça outra coisa.

Eu gosto do meu trabalho. Me orgulho dele. Também gosto e tenho muito orgulho das outras atividades que faço, como ler e também escrever aqui para vocês. Apesar de ser o meu trabalho, não sou obrigado a fazê-lo. Posso fazer outra coisa. Da mesma forma, ao invés de ler ou escrever, posso assistir a novela das 8, ou se absolutamente me negar a pensar, posso me filiar ao Greenpeace ou ao PSTU. Todos temos essa liberdade. 
Na minha criação, e mantenho isso até agora, sempre soube que eu não era obrigado a fazer o que não quisesse, desde que arcasse com as consequências. Essas pessoas obviamente pensam de forma diferente. Acho que há uma deterioração dos valores individuais em curso, e infelizmente essa deterioração está tão avançada que provavelmente metade dos que lêem esse texto já estão me xingando. Eu não entendo como uma pessoa possa achar que seu trabalho é tão mais importante que o trabalho dos outros que possa "reivindicar" algo. Veja: o trabalhador, em geral, não criou nada, não investiu em um negócio, não assumiu risco algum, somente fez o mínimo que se espera dele, que é se qualificar para algum trabalho, procurar um emprego e depois cumprir seu horário de uma forma minimamente competente ou dissimuladamente incompetente de forma que não seja demitido, e recebe um dinheiro todo mês. E quer reivindicar algo? Acho que isso é reflexo daquela postura que os pais de hoje em dia tem de dizer que cada criança é especial e que merece respeito, mas não ensinam que respeito se conquista no dia-a-dia, ao invés de ser outorgado por uma lei ou "conquistado" pelos sindicatos. 
Minha opinião é que os indivíduos precisam parar com a idéia imbecil de "reivindicações coletivas", e pensarem por si próprios. Essa idéia de "nós" contra "eles" que os sindicatos tanto defendem é mais anacrônica que tratar esquizofrenia com sanguessugas. Se bem que os sanguessugas continuam por aí, e não são muito certos da cabeça. 
Em resumo, o que penso é exatamente o que está no subtítulo. 
Você acha que seu ambiente de trabalho é ruim? Faça outra coisa.
Você acha que trabalha mais horas que deveria? Faça outra coisa.
Você acha que é mal pago? Faça outra coisa.
Tome essa escolha como um indivíduo consciente, aceite a responsabilidade por seus atos, e vá procurar algo mais adequado ao que você acha justo. Ou então se olhe no espelho e veja que provavelmente você não faz outra coisa porque não tem capacidade para arrumar outro emprego. É quase certo que você não pode mandar seu patrão às favas porque ninguém mais te quer. Senão, convenhamos, você já teria uma proposta melhor, e imagino que já estaria lá. 

Estabilidade
Já notou que as categorias que possuem estabilidade de emprego são as que mais entram em greve? Vagabundo sabe que não pode ser demitido e inventa greve, faz corpo mole no trabalho, não se atualiza, não estuda, e ainda tem o disparate de pedir mais salário por menos tempo de trabalho? Vejam as universidades, que praticamente fazem greve todo segundo semestre do ano. Minha opinião? Acabar com a estabilidade já! Fez corpo mole? Rua! Começou greve, deixando os empregadores e clientes desassistidos? Rua! Mas não, especialmente no caso do poder público, nós pagamos a conta pra vagabundo ficar em casa assistindo o "Vale a pena ver de novo" enquanto estudantes não estudam, pessoas morrem em hospitais, comida estraga nos caminhões, e os bandidos continuam soltos enquanto o trabalho policial não é feito. 
Nem todo mundo é macho o suficiente pra dizer "eu sou melhor que isso e vou procurar algo diferente ou um lugar diferente para trabalhar". Também é impraticável que alguém tenha a autocrítica pra pensar "estou fazendo um trabalho pífio, então o que ganho não é justo". Ou que alguém diga: "deixei os clientes/usuários na mão para ganhar mais dinheiro e menos trabalho, e acho que isso deve ter consequências". Então que aqueles que realmente fizeram os negócios, que criaram as empresas, que geraram os postos de trabalho, decidam por eles. E a decisão deveria ser: rua! 

A solução? Mais frio, fome e chuva.

Olhem para seus colegas. Quem aqui não tem ou teve um colega que era claramente mal formado para sua função, ou um outro que era preguiçoso, ou um que pediu para ser demitido e ficar no seguro-desemprego, ou um que vivia pegando licenças médicas, ou que vivia reclamando do patrão, mas produzia tão pouco que nem se sabia o que fazia ali ainda? Aposto que todo mundo já conheceu ao menos um desses tipos. 
Para mudar essa mentalidade, acho que o Brasil precisa de três coisas: menos legislação trabalhista, menos mamata pra vagabundo, e mais motivação para que as pessoas trabalhem. E os melhores motivadores que conheço para fazer alguém trabalhar são a fome, o frio e a chuva. Vagabundo na chuva, com fome e frio pensa que talvez esteja na hora de arrumar um trabalho. Mas o Brasil, esse país onde há tanta fartura na qual podemos nos dar o luxo de sustentar quem não quer trabalhar (vide os casos do Bolsa-Família) acabamos com os motivadores que levariam um vagabundo a trabalhar. 
Sempre se fala que a solução do país é mais educação. Uma lição importante poderia ser dada a esses vagabundos na forma de fome, frio e chuva. E cada um que escolha o que prefere.

sábado, 15 de setembro de 2012

CNBB concorda comigo: Hora do expurgo!

Crente ou ateu, todo mundo já ouviu o ditado "Deus escreve certo por linhas tortas". Já tive algumas restrições à atuação de religiosos no país, desde a freira blasfema que fala que "o capital é o maior Deus do mundo" ao ridículo Padre João, da igreja de São Pedro, mas que reza a oração do Pedro Stédile. Se formos expandir um pouco mais, também tenho alguns textos sobre MST, MAB, Movimento Xingu Vivo e outras aberrações criadas sob a proteção de padres que se ajoelham para a foice e o martelo. 
Pois bem, vejam o que afirmou o cardeal Raymundo Damasceno, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em entrevista para o Estadão:
"no mundo democrático não cabe à igreja assumir papel político-partidário"
"A posição da Igreja Católica, enquanto instituição, é de que não deve assumir nenhuma posição político-partidária. O papa Bento 16, numa de suas encíclicas, Deus É Amor, foi muito claro ao dizer que a Igreja não pode nem deve tomar nas suas mãos a batalha política. Isso é próprio dos políticos, dos leigos. A Igreja não pode ter pretensões de poder."
Contextualizando
Essas declarações do presidente da CNBB se referem a uma rusga por causa das eleições à prefeitura de São Paulo. Eu sei disso. Ecochatos, biodesagradáveis e melancias de todas as vertentes, me poupem de comentários a respeito disso.

Escrevendo certo por linhas tortas
Sabem por que fico tão contente com essas declarações do presidente da CNBB? Porque, criado em uma família católica, tive algum contato com os princípios cristãos, que considero bons não só para mim como para a sociedade. E também porque, adulto razoavelmente instruído, vi e relatei aqui fatos estarrecedores, como a atuação de indivíduos que desrespeitam tanto a instituição da igreja quanto as populações que enganam e usam como massa de manobra. E os atos desses indivíduos diminuem a igreja como instituição. 
Apesar de não tratarem especificamente de membros do clero que defendem a agenda melancia (comuno-ambientalista), as declarações acima servem como um bom indicador de qual é a posição da Igreja Católica a respeito do posicionamento político-partidário de seus membros: não deve haver posicionamento político-partidário.
Pensando em nomes como padre João, irmã Wenzel e dom Erwin Kräutler, bem como em organizações abrigadas sobre a égide do Vaticano, a exemplo do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), acho que a entrevista do cardeal Raymundo Damasceno deveria ser distribuída a todo o clero brasileiro, com um prazo para que os indivíduos que usam a igreja para atingir alguma posição no cenário político renunciem a suas atividades não muito eclesiásticas, ou então renunciem a seus votos clericais.

O novo expurgo
A "moral" comunista é incompatível com o cristianismo. Não se assume o celibato perante Deus e se deita com Lenin. Quem se dedica à foice e ao martelo não tem tempo para espalhar o evangelho. Quem reza o manifesto comunista não pode ministrar missas. Não se pode pregar o paraíso marxista na terra e ao mesmo tempo acreditar no reino dos céus: quanto mais perto de um, mais longe do outro. 
Ou a igreja se livra desses membros, ou eles acabam com a igreja. E levam boa parte da sociedade junto. Lamento ter que pedir isso, mas está na hora do expurgo. Sem fogueira, sem "letra escarlate". E com tudo registrado nos livros de história, para que as gerações futuras não permitam que isso aconteça novamente.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Greenpeace: o Khmer Verde

O Greenpeace mente, distorce dados, inventa estatísticas, coopta jornalistas e propõe no país dos outros o que não fazem na sua própria sede. Isso é conhecido de quem acompanha não somente os meus textos, como de outros blogueiros e autores, a exemplo do próprio Patrick Moore, um dos fundadores do Greenpeace, que depois se desiludiu com os rumos do grupo, como ele relata em seu livro "Confessions of a Greenpeace Dropout" (só 10 dólares na versão digital). Porém, qual o limite para as ações deles? Em qual ponto eles dizem "se passarmos daqui já é demais"? Cada vez mais me convenço que para eles esse ponto sem retorno não existe.

o satisfeitos em empurrarem suas mentiras em campanhas fajutas e desprovidas de dados contra Belo Monte, contra o novo Código Florestal e contra o agronegócio brasileiro, agora eles acham uma boa idéia cooptar crianças para propagar sua doutrina carregada de misantropia.

Vejam a foto e a legenda abaixo, retirados do site do Greenpeace:
Crianças e professores da Escola Bosque do Arquipélago do Bailique, situado no Estado de Amapá, junto com Paulo Adario, mandam seu recado à Dilma: Desmatamento Zero Já (©Greenpeace/Marizilda Cruppe)
Táticas velhas, causa nova
O título do texto no site do Greenpeace é "Desmatamento Zero conquista mais pessoas". É o Greenpeace se apropriando das técnicas de recrutamento consagradas por bastiões da moralidade como o Khmer Vermelho, as FARC ou o partido nacional-socialista alemão. O pior de tudo é que ao invés de estarem sendo doutrinadas em uma espécie de "Hitlerjugend verde", essas crianças poderiam estar assistindo uma aula de ciências e sendo ensinadas a pensar e questionar o mundo baseadas no método científico.
Ao contrário dessas crianças estarem aprendendo a questionar a realidade que as cerca, elas estão sendo doutrinadas a se posicionar contra o agronegócio, que põe comida barata em suas mesas, contra a energia que elas usam diariamente, contra seus pais ou os empregadores de seus pais, que lhes provêm o sustento, contra as atividades, em especial a agricultura, que alimentam o Estado brasileiro e permitem que eles tenham, entre outras benesses, escolas. E o que as crianças acham disso tudo? Achei uma referência de uma aluna, que expôs a importância da educação ambiental:

"Eu gosto da Escola Bosque porque tem merenda e bastante espaço pra gente brincar e fazer física." -Michele Cordeiro Bruno - aluna

Notaram a "consciência ambiental" da aluna? Ela, como qualquer criança, sabe elencar suas prioridades: merenda e brincadeira. 

Não é um caso isolado
Alguém que seja cético (e eu sugiro uma boa dose de ceticismo a todos) pode dizer que esse é um caso isolado e que foi uma ação singular. Não é. A duras penas, olhei mais imagens do Greenpeace na net e vejam o que achei:
Greenpeace tirando as crianças da aula em Manaus (link)
Só eu acho isso inaceitável? (link)

O Greenpeace quer que essas crianças se tornem ativistas do "Desmatamento Zero". Como para eles essa estrovenga é uma causa justa, então não há problema em usar crianças para alcançar seus objetivos, a exemplo de outras "causas justas" ao longo da história.

Começa assim - Hitlerjugend (Juventude Hitlerista)
Evolui pra isso - crianças-soldados do Khmer Rouge

Um dia eles chegam lá - criança-soldado no Congo
"Paulo Adário? Amador, tem muito a aprender" - Joseph Kony 
Ao menos eles são coerentes
É perfeitamente coerente que o Greenpeace "conquiste mais pessoas" especificamente entre crianças. Afinal, a maioria das crianças são influenciáveis, não possuem uma visão de mundo formada, tem princípios morais voláteis, não compreendem a responsabilidade por seus atos e (especialmente no Brasil) sua formação científica é deficiente. Exatamente como os adultos do Greenpeace.

domingo, 2 de setembro de 2012

Aula prática de democracia

Na última segunda-feira (27/08) indígenas bloquearam duas rodovias em MT. Segundo eles, é um protesto contra a Portaria nº 303/2012 da Advocacia Geral da União, que já comentei aqui. Na ocasião falei que "O único pseudo-argumento que imagino poderia ser utilizado em defesa das mamatas existentes é que eles já configuravam uma espécie de 'direito adquirido'. " Tiro e queda. Veja no vídeo abaixo uma das lideranças dizendo que eles querem a garantia dos "direitos adquiridos" (3:12):



Acho isso um descalabro. Na república, se alguém teve seus direitos ameaçados, é seu direito procurar a justiça para que se solicite a reparação dos mesmos. Eu defendo que eles possam acionar a justiça para a revogação da portaria da AGU, que, diga-se de passagem, é a regulamentação de uma decisão do STF.   Foi o que os indígenas fizeram? Não. A resposta deles foi, por acreditarem que seus direitos lhes foram negados, negar a outros (todos os usuários das rodovias bloqueadas) seu direito de ir e vir. Como a BR-364 é um dos principais acessos (senão o principal) à Cuiabá, a cidade começa a passar por um desabastecimento. Ou como um amigo de Cuiabá me escreveu: "já começou a faltar tudo aqui em Cuiabá, de combustível a toner de impressora." Não há como ver isso de outra forma: alguns indivíduos se sentiram lesados, e decidiram descontar na população. Como se sentiram vítimas, resolveram fazer mais vítimas. Não é lá a melhor estratégia de buscar aliados ou angariar apoio a suas reivindicações. Eu acho meu provedor de internet caro e uma porcaria, mas não saio derrubando postes por aí. Se eu fizesse, seria preso e julgado por isso.

Minhas propostas
Eu tenho duas propostas para resolver essa situação respeitando o Estado Democrático de Direito: 
Plano A 
Para os indígenas que se sentiram prejudicados, sejam civilizados, peçam a manifestação da justiça, e parem de negar os direitos dos outros. Quem sabe assim o pessoal até esquece que vocês cometeram um crime e nem os processam.

Plano B
Caso continue a situação, ou ela se repita, cabe ao Estado utilizar o monopólio do uso legítimo da força. E reafirmar a democracia nas rodovias de MT, usando para isso as ferramentas que lhe cabem, como gás lacrimogênio, balas de borracha, bombas de efeito moral, algemas e encaminhamento dos envolvidos à justiça para responderem por suas ações. 

Aula prática de democracia
O índio do vídeo acima fala que "isso não é brincadeira". Está na hora do país mostrar que a democracia não é brincadeira, e que a legislação se aplica a todos da mesma forma. Pelo visto, hoje em dia os criminosos estão mais esclarecidos que aqueles que deveriam manter a lei e a ordem.