sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Greenpeace: o Khmer Verde

O Greenpeace mente, distorce dados, inventa estatísticas, coopta jornalistas e propõe no país dos outros o que não fazem na sua própria sede. Isso é conhecido de quem acompanha não somente os meus textos, como de outros blogueiros e autores, a exemplo do próprio Patrick Moore, um dos fundadores do Greenpeace, que depois se desiludiu com os rumos do grupo, como ele relata em seu livro "Confessions of a Greenpeace Dropout" (só 10 dólares na versão digital). Porém, qual o limite para as ações deles? Em qual ponto eles dizem "se passarmos daqui já é demais"? Cada vez mais me convenço que para eles esse ponto sem retorno não existe.

o satisfeitos em empurrarem suas mentiras em campanhas fajutas e desprovidas de dados contra Belo Monte, contra o novo Código Florestal e contra o agronegócio brasileiro, agora eles acham uma boa idéia cooptar crianças para propagar sua doutrina carregada de misantropia.

Vejam a foto e a legenda abaixo, retirados do site do Greenpeace:
Crianças e professores da Escola Bosque do Arquipélago do Bailique, situado no Estado de Amapá, junto com Paulo Adario, mandam seu recado à Dilma: Desmatamento Zero Já (©Greenpeace/Marizilda Cruppe)
Táticas velhas, causa nova
O título do texto no site do Greenpeace é "Desmatamento Zero conquista mais pessoas". É o Greenpeace se apropriando das técnicas de recrutamento consagradas por bastiões da moralidade como o Khmer Vermelho, as FARC ou o partido nacional-socialista alemão. O pior de tudo é que ao invés de estarem sendo doutrinadas em uma espécie de "Hitlerjugend verde", essas crianças poderiam estar assistindo uma aula de ciências e sendo ensinadas a pensar e questionar o mundo baseadas no método científico.
Ao contrário dessas crianças estarem aprendendo a questionar a realidade que as cerca, elas estão sendo doutrinadas a se posicionar contra o agronegócio, que põe comida barata em suas mesas, contra a energia que elas usam diariamente, contra seus pais ou os empregadores de seus pais, que lhes provêm o sustento, contra as atividades, em especial a agricultura, que alimentam o Estado brasileiro e permitem que eles tenham, entre outras benesses, escolas. E o que as crianças acham disso tudo? Achei uma referência de uma aluna, que expôs a importância da educação ambiental:

"Eu gosto da Escola Bosque porque tem merenda e bastante espaço pra gente brincar e fazer física." -Michele Cordeiro Bruno - aluna

Notaram a "consciência ambiental" da aluna? Ela, como qualquer criança, sabe elencar suas prioridades: merenda e brincadeira. 

Não é um caso isolado
Alguém que seja cético (e eu sugiro uma boa dose de ceticismo a todos) pode dizer que esse é um caso isolado e que foi uma ação singular. Não é. A duras penas, olhei mais imagens do Greenpeace na net e vejam o que achei:
Greenpeace tirando as crianças da aula em Manaus (link)
Só eu acho isso inaceitável? (link)

O Greenpeace quer que essas crianças se tornem ativistas do "Desmatamento Zero". Como para eles essa estrovenga é uma causa justa, então não há problema em usar crianças para alcançar seus objetivos, a exemplo de outras "causas justas" ao longo da história.

Começa assim - Hitlerjugend (Juventude Hitlerista)
Evolui pra isso - crianças-soldados do Khmer Rouge

Um dia eles chegam lá - criança-soldado no Congo
"Paulo Adário? Amador, tem muito a aprender" - Joseph Kony 
Ao menos eles são coerentes
É perfeitamente coerente que o Greenpeace "conquiste mais pessoas" especificamente entre crianças. Afinal, a maioria das crianças são influenciáveis, não possuem uma visão de mundo formada, tem princípios morais voláteis, não compreendem a responsabilidade por seus atos e (especialmente no Brasil) sua formação científica é deficiente. Exatamente como os adultos do Greenpeace.

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  2. Maurício, seu comentário foi removido pois tinha seu e-mail. Portanto removi para evitar exposição desnecessária.

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  3. Paulo, bom dia!

    Como dito anteriormente, continuo a ler suas matérias e tenho tomado a liberdade ( não-autorizada ) de republicá-las em meu blog. Espero que não haja nenhum inconveniente de sua parte. Por sinal, meus seguidores têm gostado e comentado muito os assuntos e a coerência dos seus pontos de vista. Um abraço.

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    1. Caetano, não precisa pedir permissão. Pode reproduzir a vontade. Peço somente a gentileza de manter o nome do autor e o link para o texto original, coisa que você já faz.
      Abraço.

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