quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Porto cubano: algumas contas simples

O BNDES financiou 682 milhões de dólares da construção do Porto de Mariel, em Cuba. Tratando-nos como um bando de energúmenos, o governo brasileiro tenta convencer a população de que esse investimento trará retorno para o país. Nada mais falso. Entre os beneficiados estão uma empreiteira muy amiga do governo atual; o governo cubano, que é obrigatoriamente sócio majoritário de qualquer empreendimento no país; e os espertalhões do atual governo, que tomam nosso dinheiro a troco de nada. 
Pelo câmbio atual, o montante emprestado pelo BNDES dá algo em torno de 1,65 bilhão de reais. Isso é o equivalente a R$ 8,20 de cada cidadão brasileiro. Ou o que o governo pagaria por centenas de milhões de consultas médicas pelo SUS, considerando a miséria que o governo paga aos médicos (brasileiros) pelas consultas. Para fins de comparação, o valor do empréstimo do BNDES a Cuba é mais que o governo federal repassou para o governo estadual de Santa Catarina em 2013, segundo os dados do Portal da Transparência. 
Em 2012, o Brasil importou de Cuba produtos no valor de 93,5 milhões de dólares. No mesmo ano, exportou para a ilha-prisão 568,1 milhões de dólares. Se tudo que importamos de Cuba nos fosse fornecido sem custo, seriam necessários mais de sete anos de produtos gratuitos para pagar o empréstimo do BNDES. Seja entre os maiores compradores ou vendedores do Brasil, Cuba não figura sequer entre os 15 primeiros da lista. Então por que investir lá ao invés de lugares muito mais próximos, como o... Brasil? Acredito que a maioria da população consideraria um melhor investimento.
Sejamos francos: à exceção de “médicos” mal formados e açúcar – que também sabemos produzir por aqui – o que Cuba pode nos oferecer além de ideologia retrógrada e, quem sabe, um caixa dois pras eleições vindouras?

Nenhum comentário:

Facebook Blogger Plugin: Bloggerized by AllBlogTools.com Enhanced by MyBloggerTricks.com

Postar um comentário